Exílio: Pertencimentos e reconhecimentos em populações deslocadas: o caso Itacuruba. - Recife

Estudos, em diversos países, têm focalizado os processos de desordem/reorganização resultantes da instalação de grandes barragens voltadas à irrigação e à produção de energia elétrica. Essas pesquisas têm demonstrado que a edificação destas obras tece uma rede de extrema complexidade, com a conjugaç...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: FIGUEIREDO, Maria do Socorro Fonseca Vieira
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2011
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Repositorio:Repositório Institucional da UFPE
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ufpe.br:123456789/534
Acceso en línea:https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/534
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Itacuruba
Identidades
Pertencimentos
Populações deslocadas
Memória
Exílio
Descripción
Sumario:Estudos, em diversos países, têm focalizado os processos de desordem/reorganização resultantes da instalação de grandes barragens voltadas à irrigação e à produção de energia elétrica. Essas pesquisas têm demonstrado que a edificação destas obras tece uma rede de extrema complexidade, com a conjugação de diferentes atores humanos e não-humanos. Entretanto, esta teia mostra-se pouco visível em suas especificidades. Na deriva dessas idéias, este estudo busca, por meio de uma aproximação com o universo da cidade de nova Itacuruba, refletir sobre o exílio a que grupos inteiros são condenados, para permitir a construção desses mega-projetos. A antiga Itacuruba, em 1988, teve 27,21% de sua área inundada, incluindo sua sede e terras agricultáveis pela construção da Barragem de Itaparica. No exílio (nova Itacuruba) a população perece viver uma profunda crise de sentido, uma vez que no novo espaço nada parece ter relação com as antigas experiências. Vive-se o lamento pela identidade perdida. Talvez a escuta das memórias/narrativas das pessoas de Itacuruba, tanto dos oriundos da velha cidade quanto dos que nasceram no novo município, e a inserção em seus cotidianos possam revelar astúcias que se movimentam nas entrelinhas do discurso da perda de identidade, dando a ver os pesadelos e sonhos de uma população exilada em um espaço inóspito, sem qualquer possibilidade de retorno ao antigo lugar, agora submerso