Avaliação da capacidade protetora da piperina (extraída a partir das sementes de Piper nigrum L.), sobre parâmetros relacionados ao sistema imune de frangos de corte intoxicados experimentalmente por aflatoxina B1
As aflatoxinas são produtos tóxicos do metabolismo secundário de fungos, frequentemente encontradas em grãos e rações. A aflatoxina B1 (AFB1) é o tipo produzido em maior quantidade e que possui maior potencial tóxico. Entre os efeitos causados pela intoxicação em frangos de corte e poedeiras podem-s...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2010 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFRRJ |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/11742 |
| Acceso en línea: | https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/11742 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Piperina Aflatoxina B1 Frangos de corte Piperine Aflatoxin B1 Broiler Chicken Medicina Veterinária |
| Sumario: | As aflatoxinas são produtos tóxicos do metabolismo secundário de fungos, frequentemente encontradas em grãos e rações. A aflatoxina B1 (AFB1) é o tipo produzido em maior quantidade e que possui maior potencial tóxico. Entre os efeitos causados pela intoxicação em frangos de corte e poedeiras podem-se citar a diminuição da produtividade devido à diminuição de ganho de peso e da postura de ovos, lesões no fígado com alterações nos níveis de enzimas hepáticas, danos cromossômicos, carcinogênese e imunossupressão levando ao aumento da suscetibilidade às infecções e diminuição da resposta vacinal. A piperina, por outro lado, é um produto natural extraído da pimenta do reino (Piper nigrum), que possui propriedade citoprotetora, demonstrada pela sua capacidade antioxidativa e antiapoptótica, além de possuir efeito imunoprotetor frente a vários produtos imunotóxicos. Sendo assim, o presente estudo teve como objetivo contribuir para o conhecimento da capacidade imunoprotetora da piperina adicionada à ração, analisando possíveis efeitos sobre parâmetros imunológicos em frangos de corte (Gallus gallus) intoxicados por AFB1. Para realizar o estudo 60 frangos de corte machos, com 7 dias de idade, foram divididos em 4 grupos (n=15): grupo controle (óleo de soja), grupo AFB1 (0,5 mg AFB1/kg de peso corporal, via oral), grupo piperina (60 ppm misturada à ração) e grupo piperina + AFB1 (60ppm piperina e 0,5mg AFB1/kg peso corporal). Todos os grupos foram vacinados contra o vírus da doença de Newcastle (NDV) aos 9 e 28 dias de idade. Inicialmente, os grupos controle e AFB1 foram examinados visando a determinação da capacidade de intoxicação das aves pela concentração de AFB1 (0,5 mg/Kg) empregada no estudo, através da necropsia e pesagem do fígado, dosagem das enzimas AST e GGT, análise do efeito citotóxico sobre a medula óssea (freqüência de PCE) e pesquisa de micronúcleo em eritrócitos do sangue periférico. Uma vez determinado o efeito tóxico da AFB1 nos frangos de corte, avaliou-se a capacidade da piperina suprimir os efeitos imunotóxicos dessa micotoxina, através da necropsia, pesagem e análise histopatológica dos órgãos linfóides (timo, bursa de Fabrícius e baço), contagem total e diferencial de leucócitos e análise da resposta vacinal para o NDV. A concentração de AFB1 empregada no estudo foi capaz de promover intoxicação nos frangos de corte, demonstrada pela diminuição do ganho de peso, alterações hepáticas (aumento de peso e alteração do aspecto macroscópico do fígado, aumento das enzimas hepáticas AST e GGT), comprometimento da medula óssea (diminuição da freqüência de PCE) e aumento da presença de micronúcleos em eritrócitos sanguíneos, além ter sido capaz de promover danos ao timo das aves, demonstrada pela diminuição do peso do órgão, bem como, alterações macro e microscópicas. O efeito tóxico sobre a medula óssea e timo promoveu evidente leucopenia, com diminuição significativa dos linfócitos e heterófilos circulantes. Os efeitos tóxicos da AFB1 sobre a resposta vacinal não foi tão evidente quanto para os outros parâmetros estudados relacionados ao sistema imune. A administração de piperina à ração das aves foi capaz de impedir os efeitos imunotóxicos da AFB1 em todos os aspectos avaliados nesse estudo. |
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