| Sumario: | Este ensaio parte dos livros Memórias do Cárcere, de Graciliano Ramos, Estação Carandiru, de Dráuzio Varella e Diário de Fernando: nos cárceres da ditadura militar brasileira, de Frei Betto, obras as quais foram escritas a partir da rememoração de cada uma dessas vidas no cárcere, seja como médico ou como prisioneiro político. A partir dessa trinca de livros e autores que se debruçaram sobre suas múltiplas e multiformes experimentações do/ no/ com o cárcere, nos debruçamos sobre o que de lá é trazido para dentro dos corpos e para fora da prisão. E trazemos essas questões a fim de alcançar a própria forma como tais cerceamentos da liberdade influem no dizer. Para tanto, nosso percurso narrativo se dará a partir do lembrar e o esquecer, atos esses que compõem todo e qualquer ato de narrar, particularmente o empregado na construção das figuras que, de dentro de tais redomas eclodem e, para lá retornam através do discurso.
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