Estudo randomizado da enxertia de plasma rico em plaquetas para consolidação da pseudoartrose da tíbia em relação aos tratamentos convencionais
Pseudoartrose é o termo usado para designar a não consolidação de uma fratura, quando o processo de reparação óssea, por algum motivo deixou de atuar. A falta da união das superfícies ósseas fraturadas decorre da presença de um tecido fibroso ou fibro-cartilaginoso entre as extremidades. Portanto, n...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual Paulista (UNESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unesp.br:11449/181951 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/11449/181951 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Pseudoartrose Fixação de fratura Consolidação da fratura Tíbia Plasma rico em plaquetas |
| Sumario: | Pseudoartrose é o termo usado para designar a não consolidação de uma fratura, quando o processo de reparação óssea, por algum motivo deixou de atuar. A falta da união das superfícies ósseas fraturadas decorre da presença de um tecido fibroso ou fibro-cartilaginoso entre as extremidades. Portanto, não há união dos fragmentos de uma fratura, levando à formação de uma pseudocápsula com sinóvia e líquido sinovial. Apesar do desenvolvimento de numerosas técnicas de reparação óssea na cirurgia traumatológica, ainda é bastante desafiador a busca da melhor terapêutica a ser utilizada para o tratamento dos grupos de fraturas que apresentam alterações no processo de consolidação e que culminam em pseudoartrose. Estima-se que cerca de 5 a 10% das fraturas de ossos longos evoluem para a disfunção no processo de consolidação, sendo mais comum na tíbia, fíbula e úmero. Novos métodos de tratamento baseados em biotecnologia têm despertado interesse em todo o mundo. Atualmente existe uma gama heterogênea de biomaterias que podem ser utilizados como facilitadores da consolidação óssea no tratamento das fraturas complexas. Estes biomaterias apesar de não representarem o tratamento principal, auxiliam na consolidação ou estimulação dos fenômenos que envolvem o reparo ósseo. Dentre eles, nos últimos anos diversos estudos têm demonstrado o potencial terapêutico do Plasma Rico em Plaquetas na regeneração de tecidos moles, cartilagem e ósseo. O plasma rico em plaquetas é um concentrado de plaquetas autógenas, obtido através de processo de centrifugação e separação dos elementos do sangue pelo gradiente de densidade das células e demais componentes. O objetivo deste estudo é comparar o desfecho do método tradicional do tratamento das pseudoartroses ou retardo de consolidação da tíbia do adulto, com até 2cm de falha, realizado com o uso de fixador externo, placa e parafuso ou haste intramedular, com o tratamento acrescido da infiltração de Plasma Rico em Plaquetas. Trata-se de um ensaio clínico randomizado, realizado com 123 pacientes de ambos sexos, com faixa etária entre 4 e 103 anos vítimas de fratura. As visitas de acompanhamento ocorreram antes do procedimento e em 1, 3 e 6 meses após a enxertia de PRP, pela equipe de ortopedia. Foram então incluídos neste trabalho 12 pacientes divididos em dois grupos (teste e controle). A maioria dos pacientes eram homens, na fase economicamente produtiva, de baixa escolaridade, com tempo médio de fratura de 14 meses até o tratamento e seguimento de 8 meses. A maioria dos acidentes foram por motocicleta e o material de osteossíntese mais utilizado foi placa e parafuso. Dos indivíduos tratados com PRP 16,7% evoluíram para consolidação da pseudoartrose, 50% desenvolveram pontes ósseas apenas e 33% evoluíram para falha, números pouco expressivos se comparados aos do grupo controle, 16,7%, 16,7% e 66,7% respectivamente. Na nossa amostra obtivemos resultados regulares de melhora clínica e funcional para os pacientes tratados com o PRP, quando comparados a outros estudos que utilizaram técnica semelhante. |
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