Onde há fumaça não há fogo! O Esquadrão de Demonstração Aérea como instrumento de soft power do Brasil na sua relação com a Guiana (2008 e 2013)

Este trabalho teve como objetivo verificar, de acordo com o conceito de “poder brando” de Joseph Nye (2004), se as apresentações em Georgetown, em 2008 e 2013, do Esquadrão de Demonstração Aérea da FAB, funcionaram efetivamente como promotor de “soft power” da diplomacia brasileira enquanto instrume...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autores: Popoff, Sabine Nadja, Silva, Gil Eduardo de Lima e
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Escola Superior de Guerra (ESG)
Repositorio:Repositório Institucional da Escola Superior de Guerra (ESG)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.esg.br:123456789/1433
Acceso en línea:https://repositorio.esg.br/handle/123456789/1433
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Força Aérea Brasileira
Diplomacia de defesa
Política externa
Ministério das Relações Exteriores (MRE)
Descripción
Sumario:Este trabalho teve como objetivo verificar, de acordo com o conceito de “poder brando” de Joseph Nye (2004), se as apresentações em Georgetown, em 2008 e 2013, do Esquadrão de Demonstração Aérea da FAB, funcionaram efetivamente como promotor de “soft power” da diplomacia brasileira enquanto instrumento de política externa. Para coleta de dados, foi utilizada pesquisa bibliográfica, que incluiu artigos, livros, documentos acadêmicos e das duas burocracias estudadas: MRE e FAB. Como principais resultados, pôde-se constatar a relevância dessas apresentações ao permitirem a participação da defesa em questões de política externa. As apresentações da Esquadrilha da Fumaça contribuíram para projetar poder e capacidade de dissuasão no exterior, ao demonstrar o alto grau de treinamento e a capacidade dos pilotos brasileiros, comprovar a qualidade dos produtos da nossa indústria aeronáutica e representar a FAB no exterior, como instrumento diplomático. Não obstante, observou-se, igualmente, a necessidade de mais sinergia entre as instituições envolvidas (MRE e Forças Armadas/FAB) para o melhor aproveitamento do potencial da Esquadrilha da Fumaça como instrumento de poder brando.