A multiplicidade do sujeito de fronteira : as feridas abertas nas narrativas borderlands La frontera, de Gloria Anzaldúa, e Dois irmãos, de Milton Hatoum

A organização da sociedade atual acontece em decorrência dos encontros entre culturas, sejam por meio de tragédias naturais, guerras mundiais, diásporas, reconfiguração de fronteiras ou da hibridização cultural. Nessa perspectiva, o objetivo desta pesquisa é investigar a construção da multiplicidade...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Silva, Fidelainy Sousa
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2017
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/172392
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/172392
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Hatoum, Milton, 1952-. Dois irmãos
Anzaldúa, Gloria. Borderlands/La frontera : Ensaio
Literatura de fronteiras
Fronteira cultural
Migração
Literatura comparada
Cultural border
Borderlands
Open wound
Dis-loca-tions
Descripción
Sumario:A organização da sociedade atual acontece em decorrência dos encontros entre culturas, sejam por meio de tragédias naturais, guerras mundiais, diásporas, reconfiguração de fronteiras ou da hibridização cultural. Nessa perspectiva, o objetivo desta pesquisa é investigar a construção da multiplicidade do Ser de fronteira a partir da perspectiva da escritora chicana Gloria Anzaldúa e do amazonense Milton Hatoum nas narrativas Borderlands/La frontera: The New Mestiza (1987), e Dois Irmãos (2000), respectivamente. Partindo das questões identitárias, o caminho para a análise das narrativas transita pelo espaço ficcional na intenção de evidenciar os deslocamentos e os fluxos migratórios das personagens como articuladores para compreender as feridas abertas nos espaços de fronteira. No decorrer da investigação foi possível ressignificar a fronteira como locus da diferença cultural e fragmentação para contrapor a ideia de que os lugares fronteiriços são fixos ou funcionam com divisores de sistemas culturais. Para desenvolver o trabalho, utilizo os métodos comparatistas e de aporte teórico da corrente culturalista. Uso os conceitos-chave de Walter Mignolo sobre a colonialidade do saber e de Stuart Hall e Homi Bhabha sobre as identidades heterogêneas. Na corrente filosófica, Jacques Derrida, com a teoria desconstrucionista, e Gilles Deleuze e Félix Guattari, com o rizoma e a teoria dos agenciamentos. Esse aporte é o fio condutor do debate sobre a modernidade tardia e da diferença cultural, tendo em vista espaços elaboradores de sujeitos marginalizados, periféricos, excluídos e silenciados. Sendo assim, a negação da postura essencialista, a partir da leitura das obras, serve de estratégia analítica e de compreensão da ferida aberta como espaço da multiplicidade dos sujeitos em regiões de fronteira.