Salve Maria(s): mulheres na tradição do congado em Belo Horizonte, MG
Os rituais do Reinado de Nossa Senhora do Rosário ou Congado constituemse em uma das mais importantes expressões da religiosidade e da cultura afrobrasileira presentes em Minas Gerais. O Reinado consiste num ciclo anual de homenagens à Nossa Senhora do Rosário e envolve a realização de novenas, leva...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2009 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Viçosa (UFV) |
| Repositorio: | LOCUS Repositório Institucional da UFV |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:locus.ufv.br:123456789/3322 |
| Acceso en línea: | http://locus.ufv.br/handle/123456789/3322 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Congado Mulher Gênero Woman Gender CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::ECONOMIA DOMESTICA |
| Sumario: | Os rituais do Reinado de Nossa Senhora do Rosário ou Congado constituemse em uma das mais importantes expressões da religiosidade e da cultura afrobrasileira presentes em Minas Gerais. O Reinado consiste num ciclo anual de homenagens à Nossa Senhora do Rosário e envolve a realização de novenas, levantamento de mastros, procissões, cortejos, coroações de reis e rainhas, cumprimento de promessas, leilões, cantos, danças, banquetes coletivos e a entrega de coroas. A mulher sempre esteve presente nos festejos do Reinado, porém ocupando espaços diferenciados dos homens. De maneira geral, a principal função delas na manifestação estava relacionada aos bastidores, na preparação dos banquetes e na ornamentação da festa. Apesar da existência de número considerável de grupos de Congado fundados por mulheres, elas não podiam exercer as funções que tradicionalmente cabiam aos homens, como dançar, tocar e chefiar os grupos. Atualmente, constata-se a presença feminina em posições que, até algum tempo atrás, eram exercidas exclusivamente por homens, como dançantes, caixeiras e capitãs. Assim, a proposta deste trabalho foi empreender uma análise da inserção das mulheres nesses espaços. Para tanto, foi feita uma pesquisa qualitativa de cunho etnográfico, em que se procurou estabelecer um diálogo entre a Antropologia e a Teoria Feminista. Pela pesquisa, tornou-se possível concluir que o Congado é um espaço marcado por especificidades de gênero e que a ocupação pelas mulheres de lugares mais valorados demonstra uma reordenação nos espaços de poder na manifestação. |
|---|