Avaliação por ressonância magnética das alterações radiológicas em pacientes com fístula retovaginal ou anovaginal tratadas com laser fracionado de CO2 intravaginal
Introdução: As fístulas anovaginais (FAV) e retovaginais (FRV) são trajetos anormais que ligam o trato gastrointestinal inferior à vagina. As mulheres que sofrem dessa afecção apresentam, principalmente, a passagem espontânea de gases e fezes pela vagina. Apesar dos avanços nos tratamentos cirúr...
| Author: | |
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| Format: | master thesis |
| Status: | Published version |
| Publication Date: | 2024 |
| Country: | Brasil |
| Institution: | Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) |
| Repository: | Repositório Institucional da UFJF |
| Language: | Portuguese |
| OAI Identifier: | oai:hermes.cpd.ufjf.br:ufjf/16657 |
| Online Access: | https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/16657 |
| Access Level: | Open access |
| Keyword: | CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE Fístula vaginal Fístula retovaginal Laser de CO2 Tratamento Ressonância magnética Vaginal fistula Rectovaginal fistula CO2 laser Treatment Magnetic resonance imaging |
| Summary: | Introdução: As fístulas anovaginais (FAV) e retovaginais (FRV) são trajetos anormais que ligam o trato gastrointestinal inferior à vagina. As mulheres que sofrem dessa afecção apresentam, principalmente, a passagem espontânea de gases e fezes pela vagina. Apesar dos avanços nos tratamentos cirúrgico e clínico, não há consenso sobre a melhor abordagem terapêutica. Diante desse cenário desafiador, o laser CO2 fracionado ganha destaque como possível forma de tratamento auxiliar e a ressonância magnética (RM) da pelve como um bom recurso diagnóstico e na avaliação da efetividade da terapêutica. Objetivos: Avaliar as alterações radiológicas evidenciadas à RM da pelve antes e após o tratamento com laser, bem como a efetividade e a segurança dessa terapia para o tratamento das FAV e FRV. Materiais e Métodos: Estudo prospectivo, aberto, monocêntrico, em que 15 pacientes foram recrutadas no Hospital Universitário de Juiz de Fora, entre agosto 2018 e julho de 2022. Como critério de inclusão considerou-se a presença de FAV ou FRV clinicamente suspeita de qualquer etiologia, confirmada por RM da pelve e exame ginecológico. Antes e após 6 meses do tratamento, todas as pacientes foram submetidas a cinco sessões de laser de CO2 fracionado, com intervalo mensal, seguidas de avaliação completa por meio de exame clínico e RM. Resultados: 10 pacientes (67,7%) tiveram resolução completa dos sintomas, enquanto as demais (32,3%) relataram melhora importante. Três das quatro pacientes ostomizadas foram reanastomizadas e permanecem sem queixas. Todas as seis pacientes com doença de Crohn relataram importante melhora dos sintomas e da atividade sexual após terapia. Em sete (47%) pacientes, a remissão radiológica da fístula foi confirmada por RM e nas oito (53%) restantes foi observada melhora radiológica. Conclusão: A RM da pelve deve ser considerada um bom recurso diagnóstico, de avaliação da terapia e no seguimento das pacientes tratadas com laser de CO2 fracionado vaginal. O laser de CO2 pode ser considerado uma alternativa terapêutica complementar promissora e segura para o manejo de FAV e FRV. |
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