VOZES TRANS: a percepção da humanização do acolhimento das pessoas trans no SUS

O presente estudo buscou explorar, através da escuta de \"Vozes Trans, como estas percebem o acolhimento em unidades de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro, analisando suas experiências de atendimento. Contextualizado nas desigualdades estruturais e discriminações enfrentadas pela...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Marques, Tiago Vinicius Carneiro
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-24042025-092110
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/108/108131/tde-24042025-092110/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Acolhimento
Gender
Gender equality
Gênero
Igualdade de gênero
Reception
Sexualidade
Sexuality
Trans
Transexualidade
Transsexuality
Descripción
Sumario:O presente estudo buscou explorar, através da escuta de \"Vozes Trans, como estas percebem o acolhimento em unidades de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro, analisando suas experiências de atendimento. Contextualizado nas desigualdades estruturais e discriminações enfrentadas pela população trans, o trabalho destaca a relevância da humanização no SUS, propondo uma abordagem inclusiva e equitativa. A pesquisa utilizou uma metodologia qualitativa com entrevistas semiestruturadas realizadas com 16 pessoas trans, recrutadas por meio da técnica snowball. A partir do discurso das pessoas participantes, foram identificadas três categorias centrais: a importância do uso do nome social, o acesso e experiências no acolhimento, e a capacitação profissional no atendimento à população trans; que foram analisadas à luz das políticas públicas vigentes, como a Política Nacional de Saúde Integral LGBT, evidenciando lacunas entre a legislação e sua aplicação prática. Além dos avanços, as pessoas participantes relataram já ter sofrido constrangimentos e exclusão em unidades de saúde, além de dificuldades com profissionais despreparados para lidar com questões de gênero. Os resultados evidenciaram que o uso do nome social, a capacitação dos profissionais para uma comunicação não violenta e linguagem inclusiva, e o acesso equitativo aos serviços são fundamentais para o atendimento humanizado e inclusivo. Embora haja avanços, como a implementação de políticas inclusivas, persistem barreiras institucionais e culturais que limitam a efetividade do acolhimento. Como contribuição, a partir dos resultados, foi projetado um produto educacional voltado à capacitação de profissionais da rede pública de saúde, através de Podcasts, como meio acessível e de fácil disseminação, objetivando reduzir as desigualdades, ampliar a compreensão sobre as demandas específicas da população trans e reforçar os princípios de equidade do SUS. Conclui-se que, para alcançar um SUS mais inclusivo, é essencial investir na formação de profissionais, na ampliação de serviços especializados e na conscientização sobre o direito à diversidade. A pesquisa reforça a necessidade de uma abordagem interseccional para enfrentar as múltiplas dimensões das desigualdades vivenciadas pelas pessoas trans, promovendo um sistema de saúde verdadeiramente universal e equitativo.