A sanção de vida e morte na exceção soberana: uma análise dos institutos do vitae necisque potestas e iustitium em Giorgio Agamben
A vastidão da obra filosófica de Giorgio Agamben (1942-) sem dúvidas tem sua maior expressão no seu audacioso projeto filosófico intitulado Homo sacer. Entre os aspectos mais notáveis apresentados pelo filósofo está a ideia de constituição da vida nua a partir do paradigma da sacralidade que tem seu...
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| Tipo de documento: | artigo |
| Estado: | Versão publicada |
| Data de publicação: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) |
| Repositório: | (Des)troços - Revista de pensamento radical |
| Idioma: | português |
| OAI Identifier: | oai:periodicos.ufmg.br:article/56508 |
| Acesso em linha: | https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistadestrocos/article/view/56508 |
| Access Level: | Acceso aberto |
| Palavra-chave: | Direito romano Sacralidade Paradigma Biopolítica Roman law Sacredness Paradigm Biopolitics Derecho romano Sacralidad |
| Resumo: | A vastidão da obra filosófica de Giorgio Agamben (1942-) sem dúvidas tem sua maior expressão no seu audacioso projeto filosófico intitulado Homo sacer. Entre os aspectos mais notáveis apresentados pelo filósofo está a ideia de constituição da vida nua a partir do paradigma da sacralidade que tem seus fundamentos no poder de vida e morte e no estado de exceção soberano, respectivamente, fundamentados em dois institutos jurídicos romanos: o vitae necisque potestas e o iustitium. O objetivo é tecer uma análise desse paradigma da vida sacra, tendo por suportes teóricos os institutos jurídicos mencionados, apresentando-os e, sobretudo, buscando identificar de que modo permanecem fortemente operantes em nossos dias. A partir de um itinerário metodológico de revisão bibliográfica pudemos identificar que a máquina biopolítica continua a produzir a vida nua do homo sacer não sendo um resquício do direito arcaico, mas uma forma de poder político na contemporaneidade, que justifica por meio da exceção soberana o arbítrio sobre a vida sacra, lhe sancionando a sentença da execução inimputável. |
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