Estudo da associação entre asma e obesidade na infância: padrões inflamatórios, clínicos e funcionais

A asma associada à obesidade tem sido relacionada ao fenótipo de linfócitos T helper (Th) 1, em contraste com o padrão Th2 clássico da asma atópica na infância, podendo influenciar negativamente na gravidade e no controle da doença. Nosso objetivo foi comparar padrões inflamatórios, clínicos e espir...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Madeira, Leticia Nabuco de Oliveira
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2016
País:Brasil
Institución:Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UERJ
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:www.bdtd.uerj.br:1/8818
Acceso en línea:http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/8818
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Asthma
Obesity
Childhood
Adipokines
Interleukins
Spirometry
Asma
Obesidade
Infância
Adipocinas
Interleucinas
Espirometria
Asma em crianças
Obesidade em crianças
CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINA
Descripción
Sumario:A asma associada à obesidade tem sido relacionada ao fenótipo de linfócitos T helper (Th) 1, em contraste com o padrão Th2 clássico da asma atópica na infância, podendo influenciar negativamente na gravidade e no controle da doença. Nosso objetivo foi comparar padrões inflamatórios, clínicos e espirométricos entre crianças asmáticas obesas e não obesas. Entre 2013 e 2015, foram selecionadas 79 crianças, de 5 a 10 anos, de ambos os sexos, divididas em quatro grupos distintos: asmáticos obesos, asmáticos não obesos, não asmáticos obesos e não asmáticos não obesos. Além da coleta de dados clínicos, sócio-demográficos e antropométricos, todos foram submetidos à espirometria, testes cutâneos de leitura imediata para aeroalérgenos e coleta sanguínea para dosagem de citocinas e adipocinas. Os testes cutâneos de leitura imediata foram positivos em 81,8% e 80% dos asmáticos não obesos e asmáticos obesos, respectivamente. Os asmáticos obesos tiveram controle da asma significativamente pior do que os não obesos (OR=4,9; IC95% 1,08-22,14; p=0.043), independente do sexo, atividade física e atopia. Não foram observadas diferenças nos padrões espirométricos entre asmáticos, assim como no padrão de citocinas Th1 e Th2 e adipocinas entre os quatro grupos. Os níveis de leptina foram significativamente maiores nos obesos, independentemente da presença de asma. A presença de atopia foi elevada nos dois grupos de asmáticos. Entretanto, não ocorreram diferenças nos padrões inflamatórios e funcionais entre asmáticos obesos e não obesos. O grau de controle da doença foi significativamente menor nestes últimos. Estudos maiores e prospectivos devem ser realizados para confirmar nossos achados.