Bibliotecas fantásticas em chamas: Machado de Assis e Gustave Flaubert
Partindo do efeito de leitura percebido nas escrituras autorrreflexivas de Machado de Assis e Gustave Flaubert que, por meio de uma intensa solicitação a discursos já-escritos, pareciam escrever verdadeiros livros feitos de livros , o presente trabalho se propôs estudar a interdiscursividade dos aut...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2012 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-06122012-140242 |
| Acesso em linha: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8146/tde-06122012-140242/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Bibliotecas particulares Crítica literária Gustave Flaubert - 1821-1880 Literary criticism Literary theory Machado de Assis - 1839-1908 Private libraries Teoria literária |
| Resumo: | Partindo do efeito de leitura percebido nas escrituras autorrreflexivas de Machado de Assis e Gustave Flaubert que, por meio de uma intensa solicitação a discursos já-escritos, pareciam escrever verdadeiros livros feitos de livros , o presente trabalho se propôs estudar a interdiscursividade dos autores, compreendida dentro de suas práticas de escrita e de leitura, a partir do que chamamos de biblioteca fantástica, num diálogo explícito com a teoria de Michel Foucault. Seguindo dois eixos principais, nos quais pretendíamos observar a obra dentro da biblioteca (o espaço das bibliotecas reais dos autores enquanto o lugar privilegiado da enunciabilidade das obras) e a biblioteca dentro da obra (a ficcionalização do livro e dos elementos concernentes ao sistema literário presente nas escrituras), fomos levados a entrever a relação tensional com o já-escrito operada pelas escrituras dos dois autores, aspecto reforçado pelo recurso a ardis ficcionais distintos, a saber, o autor ficcional machadiano e o discurso indireto livre flaubertiano. Ao longo de nosso percurso crítico, percebemos que a biblioteca fantástica dos autores estudados, construída no intervalo entre os dois citados eixos, mostrou-se reveladora da problemática concernente à enunciabilidade e à legibilidade das obras, já que a interdiscursividade de suas escrituras autorreflexivas questionava as formas naturalizadas ou impostas de escrever e de ler, recolocando a literatura enquanto questão. |
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