Mito-lógicas del diablo en el Chaco argentino

Desde o período da presença hispânica na América, a extensa região do Chaco, habitada historicamente por diversas etnias indígenas, foi representada como uma geografia unida aos imaginários coloniais e poscoloniais de heresia e barbárie, desenvolvidos pelos setores hegemônicos ligados em um primeiro...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Quintero, Pablo
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2015
País:Brasil
Institución:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositorio:Repositório Institucional da UFRGS
Idioma:español
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/130142
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/10183/130142
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Mito
Demônio
História
Povos indígenas
Chaco, Região
Argentina
Deenvil
Myth
History
Indigenous peoples
Argentinian Chaco
Diablo
Pueblos indígenas
Chaco Argentino
Descripción
Sumario:Desde o período da presença hispânica na América, a extensa região do Chaco, habitada historicamente por diversas etnias indígenas, foi representada como uma geografia unida aos imaginários coloniais e poscoloniais de heresia e barbárie, desenvolvidos pelos setores hegemônicos ligados em um primeiro momento à administração eclesiástico-monárquica espanhola, e, no século XIX, vinculados com o governo e a corporação militar da Argentina. Estes imaginários estiveram representados através de diferentes encarnações mitológicas em torno da figura do diabo que simbolizavam a suposta malignidade do Chaco, e acerca das quais se configuraram narrações mitológicas que projetavam uma lógica bicéfala de explicação/resolução para dita negatividade. No século XX, os setores subalternos indígenas do Chaco, produziram, por sua vez, uma narração mitológica que ressignificava com outra direcionalidade as anteriores representações demoníacas. Este artigo tem por objetivo descrever e explorar analiticamente as lógicas culturais que implicam a configuração destas distintas “mito-lógicas do diabo”. O trabalho ressalta o caráter necessariamente histórico dos mitos e a centralidade do poder como dimensão constitutiva das narrações mitológicas que segestaram no Chaco Argentino em torno dos diferentes personagens demoníacos que aparecem ao longo dos séculos como encarnações de uma particular retórica de hegemonias e subalternidades.