ALBERT CAMUS: A RECONFIGURAÇÃO DO MUNDO ATRAVÉS DA ARTE
Neste artigo buscamos investigar o papel da arte no pensamento e obra de Albert Camus. Para isso, avançamos em seus principais ensaios: O mito de Sísifo e O homem revoltado, na tentativa de sintetizar suas ideias acerca da criação absurda e da arte revoltada. Consideramos que a criação absurda, pens...
| Autores: | , |
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| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP) |
| Repositorio: | Kínesis (Marília) - Revista de Estudos dos Pós-Graduandos em Filosofia |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:ojs.www2.marilia.unesp.br:article/15609 |
| Acceso en línea: | https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/kinesis/article/view/15609 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Albert Camus Arte Ética Absurdo Revolta Art Ethics Absurd Revolt |
| Sumario: | Neste artigo buscamos investigar o papel da arte no pensamento e obra de Albert Camus. Para isso, avançamos em seus principais ensaios: O mito de Sísifo e O homem revoltado, na tentativa de sintetizar suas ideias acerca da criação absurda e da arte revoltada. Consideramos que a criação absurda, pensada n’O mito... sofrerá uma expansão explosiva no segundo ensaio do autor. Se, inicialmente, a arte para Camus devia expressar a fratura do homem e seu mundo, a consciência de nossa própria absurdidade, a arte revoltada revela o movimento inicial de todas as subjetividades humanas: a estilização de um mundo sem sentido. Dessa forma, a criação artística deixa de ser unicamente uma escola de paciência, lucidez e multiplicação diante de uma experiência humana que carece de unidade e sentido, tornando-se a expressão mais proeminente dessa própria condição. O revoltado e o artista compartilham as mesmas exigências, éticas e estéticas, afinal, a própria revolta é, em parte, uma exigência estética. Desse modo, buscamos expor e elucidar os conceitos camusianos em torno da arte, absurda ou revoltada, e seus desdobramentos para uma ética estilizada. |
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