Absorção foliar de fontes insolúveis de manganês em soja [Glycine max (L.) Merrill]

Pulverizações foliares são amplamente utilizadas para evitar ou reverter sintomas de deficiência de manganês (Mn). A demanda por fertilizantes com maior eficiência de utilização dos nutrientes introduziu novas tecnologias às fontes utilizadas, com destaque para os nanomateriais. Fontes insolúveis em...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Migliavacca, Rafaela Alenbrant
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-19072019-163930
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11140/tde-19072019-163930/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Micronutrient
Micronutriente
MnCO3
MnSO4
Nanoparticles
Nanopartículas
Descripción
Sumario:Pulverizações foliares são amplamente utilizadas para evitar ou reverter sintomas de deficiência de manganês (Mn). A demanda por fertilizantes com maior eficiência de utilização dos nutrientes introduziu novas tecnologias às fontes utilizadas, com destaque para os nanomateriais. Fontes insolúveis em água (suspensão concentrada) são comercializadas sob o argumento de liberação gradual, com efeito prolongado de fornecimento do nutriente à planta. Contudo, o aproveitamento pelas plantas é em grande parte ainda desconhecido. Perante essa problemática, o objetivo dessa pesquisa foi comprovar a eficiência da aplicação foliar de fontes insolúveis para o fornecimento de Mn em plantas de soja; avaliando seu efeito na absorção, transporte e redistribuição do Mn, nos componentes de produção, produtividade e metabolismo da soja, comparado a uma fonte solúvel de Mn. Dois experimentos foram conduzidos em campo nas safras 2015/2016 e 2016/2017 e outros dois em casa de vegetação utilizando solos de diferentes texturas. Os tratamentos foram compostos pelas fontes de Mn (Carbonato e Sulfato); quatro doses (150, 250, 350 e 450 g ha-1) e um controle (sem Mn), aplicados via foliar no estádio V4. Outros dois experimentos foram desenvolvidos em câmara de crescimento sob condições controladas em solução nutritiva. Os tratamentos foram compostos por duas fontes insolúveis (MnCO3-nano, 80-100 nm e MnCO3-suspensão concentrada) e uma fonte solúvel (MnSO4), comparados a um controle positivo (Mn-Adequado) e a um controle negativo (Mn-Baixo). No primeiro experimento, o primeiro trifólio totalmente expandido foi imerso nos tratamentos por 10 segundos duas vezes por dia, durante 4 dias. No segundo experimento, as aplicações foliares foram realizadas no estádio V5 pulverizando os tratamentos em toda a parte aérea. Nos experimentos em campo as fontes de Mn e as doses não proporcionaram incrementos de produtividade, apesar do teor de Mn nos trifólios ser maior nas plantas que receberam aplicação de MnSO4 em comparação ao MnCO3. Em casa de vegetação a textura do solo não influenciou a resposta da soja à aplicação foliar de Mn. As plantas que receberam aplicação de MnSO4 apresentaram maiores teores nos trifólios. Em câmera de crescimento, as folhas de soja foram capazes de absorver e transportar o Mn proveniente das fontes MnSO4, MnCO3-nano e MnCO3-SC. O MnSO4 foi absorvido e transportado em maiores quantidades pelas plantas de soja, sua aplicação atenuou os sintomas visuais de deficiência de Mn, promoveu aumento na concentração de clorofila e carboidratos solúveis e reduziu a atividade da enzima guaiacol peroxidase, amenizando os efeitos do estresse oxidativo ocasionado pela deficiência de Mn nas plantas de soja. Os resultados indicam que fontes insolúveis de Mn tem baixa capacidade de absorção foliar e transporte, não alterando o metabolismo da soja quando comparado a fonte solúvel.