Potenciais gargalos e prováveis caminhos de ajustes no mundo do trabalho no Brasil nos próximos anos

Com o recente crescimento econômico pelo qual passa o Brasil, surgiram receios quanto à disponibilidade de mão de obra para sustentar tal crescimento, em especial a oferta de mão de obra especializada. Como ponto de partida para se avaliar uma possível escassez de empregados qualificados, vale desta...

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Detalles Bibliográficos
Autores: Pompermayer, Fabiano Mezadre, Nascimento, Paulo A. Meyer M., Maciente, Aguinaldo Nogueira, Gusso, Divonzir Arthur, Pereira, Rafael Henrique Moraes
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2011
País:Brasil
Institución:Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)
Repositorio:Repositório Institucional da IPEA (RCIpea)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.ipea.gov.br:11058/5216
Acceso en línea:http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/5216
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Mão de obra
Economia
Emprego
Mão de obra qualificada
Crescimento econômico
Descripción
Sumario:Com o recente crescimento econômico pelo qual passa o Brasil, surgiram receios quanto à disponibilidade de mão de obra para sustentar tal crescimento, em especial a oferta de mão de obra especializada. Como ponto de partida para se avaliar uma possível escassez de empregados qualificados, vale destacar as cinco diferentes circunstâncias que Butz et al. (2003) apontam como reveladoras de que a produção de um bem ou serviço, inclusive trabalhadores especializados, poderia ser considerada “baixa”: 1. se a produção for menor do que a verificada em anos recentes; 2. se a participação de competidores na produção total for paulatinamente crescente – isto é, se a oferta estiver se tornando cada vez mais concentrada; 3. se a produção for menor do que os produtores desejariam produzir; 4. se for produzido menos do que em tese a sociedade precisaria; e 5. se a produção não for suficiente para atender à demanda, com consequentes preços ascendentes do bem ou serviço. Sem deixar de reconhecer que cada uma dessas cinco circunstâncias merece atenção específica, Butz et al. (2003) dão destaque especial à quinta delas. Isto porque ela traria consigo o próprio mecanismo de ajuste ao problema. Este ensaio, em particular, busca avançar nesta discussão, levantando algumas questões a serem ponderadas quanto a este cenário. As considerações contidas nas próximas seções são fruto de reflexão interna dos autores. Muitas não se constituem em fatos evidenciados empiricamente, mas em hipóteses entendidas como parte indispensável do debate e que merecerão a atenção em futuras investigações.