A expressão da cultura nobiliárquica nos livros de viagens medievais

Após a guerra civil que depôs Pedro, o Cruel, e a ascensão de Enrique II de Trastâmara, o reino de Castela testemunhou intensas modificações nos quadros da aristocracia senhorial. A análise dos tempos de Enrique II até Enrique IV, passando pelo conturbado reinado de Juan II, demonstra o estabelecime...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Falasco, Rafael de Oliveira [UNESP]
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2013
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/93242
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11449/93242
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:História
Idade Media - Historia
Viajantes - Aspectos sociológicos
Nobreza - Aspectos sociais
Iberica, Peninsula (Espanha e Portugal) - Descrições e viagens
History
Descripción
Sumario:Após a guerra civil que depôs Pedro, o Cruel, e a ascensão de Enrique II de Trastâmara, o reino de Castela testemunhou intensas modificações nos quadros da aristocracia senhorial. A análise dos tempos de Enrique II até Enrique IV, passando pelo conturbado reinado de Juan II, demonstra o estabelecimento de uma nova nobreza, que pôs em cena novas práticas dentro das relações de poder do período. Entre essas novas práticas, as viagens e seu registro são fundamentais, de onde se explica o notável aparecimento de quatro livros de viagens na primeira metade do século XV. Contendo repertórios e itinerários distintos, como embaixadas, guerras marítimas e visitas ao Oriente onírico, estas obras chamam a atenção pelo fato de todas possuírem fidalgos de Castela e de Portugal como protagonistas. Nesse sentido, a presente pesquisa procurou pensar de que forma se deu a associação entre essa fidalguia e a viagem no período, buscando situar os viajantes na nova “nobreza de serviço”, assentada na gravitação em torno do rei e na busca por prestígio através da assistência na administração régia. Em suma, a análise das obras Embajada à Tamorlán, El Victorial, Andanças e Viajes de um hidalgo español e o Libro del Infante D. Pedro de Portugal tem como objetivo tentar entender de que forma a literatura de viagens pôde ser compreendida como uma expressão da cultura nobiliárquica imediatamente anterior à ascensão dos Reis Católicos