Valoração do resíduo do café para a adsorção do corante azul de metileno em efluentes têxteis

Apesar de o Brasil ser um dos maiores produtores de subprodutos agroindustriais, uma grande parte desses recursos ainda é desperdiçada. Este estudo investigou a utilização da borra de café, após secagem a 100 °C e modificação térmica a 600 °C, como bioadsorventes para a remoção do corante azul de me...

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Detalhes bibliográficos
Autor: SILVA, Anna Laura Mendoça da Trindade.
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFCG
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:dspace.sti.ufcg.edu.br:riufcg/38942
Acesso em linha:https://dspace.sti.ufcg.edu.br/handle/riufcg/38942
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Azul de metileno
Adsorção
Tratamento térmico
Biocarvão
Borra de café
Methylene blue
Adsorption
Thermal treatment
Biochar
Coffee grounds
Engenharia Química
Descrição
Resumo:Apesar de o Brasil ser um dos maiores produtores de subprodutos agroindustriais, uma grande parte desses recursos ainda é desperdiçada. Este estudo investigou a utilização da borra de café, após secagem a 100 °C e modificação térmica a 600 °C, como bioadsorventes para a remoção do corante azul de metileno. A caracterização foi realizada por meio de difração de raios X, espectroscopia na região do infravermelho, análise termogravimétrica, ponto de carga zero (PCZ) e análise granulométrica. Avaliou-se a influência do pH, além de conduzir um estudo cinético, ajustando os dados aos modelos cinéticos de pseudo-primeira e pseudo-segunda ordem. As isotermas de adsorção foram analisadas e ajustadas aos modelos de Langmuir, Freundlich, Temkin e Redlich-Peterson. Os resultados indicaram que a ativação térmica modificou a estrutura e composição da borra de café, melhorando suas propriedades adsorventes. As amostras apresentaram elevada capacidade de remoção de azul de metileno. Para a borra de café seca a 100 °C, o modelo de pseudo-segunda ordem foi o mais adequado, enquanto, para a borra modificada a temperatura de 600 °C, os dados cinéticos ajustaram-se melhor ao modelo de pseudo-primeira ordem. O modelo de Redlich-Peterson foi o que melhor descreveu os dados experimentais. No reuso da borra de café, o modelo de pseudo-segunda ordem ajustou-se melhor na cinética, e o modelo de Freundlich destacou-se nas isotermas. Esses resultados evidenciam o potencial da borra de café modificada termicamente como uma alternativa sustentável e eficiente para a adsorção de poluentes.