A masculinidade timorense representada nas obras de Luís Cardoso: uma análise sobre “O Plantador de Abóboras”
A existência de literatura escrita de uma sociedade é transferida pela literatura oral de sua geração antepassada. Assim, os ancestrais timorenses deixaram para suas gerações a literatura oral e, esta resulta na literatura escrita de Timor-Leste no presente e no amanhã com a geração futura. Este obj...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Presbiteriana Mackenzie (MACKENZIE) |
| Repositorio: | Repositório Digital do Mackenzie |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:dspace.mackenzie.br:10899/41510 |
| Acceso en línea: | https://dspace.mackenzie.br/handle/10899/41510 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | masculinidade Luís Cardoso timorense plantador abóbora |
| Sumario: | A existência de literatura escrita de uma sociedade é transferida pela literatura oral de sua geração antepassada. Assim, os ancestrais timorenses deixaram para suas gerações a literatura oral e, esta resulta na literatura escrita de Timor-Leste no presente e no amanhã com a geração futura. Este objeto de trabalho entrelaça a essência de literatura leste-timorense que Luís Cardoso Noronha transferiu nas escritas dos seus romances para Timor-Leste e para o mundo. Esta tese é intitulada “A Masculinidade Timorenses Representada nas Obras de Luís Cardoso: Uma Análise sobre “O Plantador de Abóboras”, o sétimo romance do escritor timorense, Luís Cardoso, que foi publicado pela editora Abismo em Portugal, em 2020, e pela Todavia no Brasil, em 2022. O cronista timorense, Luís Cardoso, na distância, enquanto exilado em Portugal durante a ocupação Indonésia em Timor-Leste, mergulhou sobre a história, cultura e literatura do seu país natal. Na obra “O Plantador de Abóboras, o escritor, metaforicamente, tratou a história de colonização e a luta dos timorenses durante séculos e décadas contra as ocupações estrangeiras. Na sua obra, o autor fala sobre a história e cultura do seu país natal, Timor-Leste, através da história contada pelas narradoras, uma senhora desconhecida, chamada Neblina, ou a noiva mutin de Manu-mutin, que contou a ele sobre a história de Timor 100 anos passados. Luís Cardoso recontou a história desta mulher narradora em um tom feminino utilizou personagens importantes como signos de representação de identidade masculina timorenses como, por exemplo, manu aman (galo em português), assuwa´in (destemidos), valentes, irmão extraordinário e também utilizava várias palavras de língua local, Tétum, como bua (areca), malus (bétel), ahu (cal), manu-mutin (galo branco), manu-metan (galo preto), manu-mean (galo vermelho), malae-metan (estrangeiros de pele preto), malae-mutin (estrangeiros de pele branco), etc. Esse procedimento entrelaça a cultura e a tradição local influenciadas pela história da colonização, cujos símbolos representam a identidade coletiva dos timorenses nas várias atividades de tradição social, cultural, histórico e político no contexto Timor-Leste. Nesta tese, utiliza-se o método descritivo e estudo de conteúdo e bibliográfico, em particular, sobre a recente obra deste escritor leste-timorense. Na análise sobre a obra, utilizam-se as técnicas de identificação, descrição e interpretação sobre os textos, focados, especificamente, nos parágrafos que Luís Cardoso trata sobre galos e a luta de galos, como figura central nesta tese, em que simboliza e representa a masculinidade que associa e caracteriza a bravura e espírito de coragem de um povo assuwa´in, destemido, nas lutas e resistência durante séculos e décadas na conquista pela sua independência. Contudo, a obra de Luís Cardoso deixando ao público leitores, principalmente, aos timorenses, não só a história e traços de colonização, mas também a utilização da língua portuguesa nas suas narrativas, indica a história de Timor-Leste como parte de um espaço lusófono que marca o país, atualmente, dentro da Comunidade de Países de Língua Portuguesa e segundo o escritor brasileiro Itamar Vieira Júnior: “a obra de Cardoso demonstra o poder da linguagem e a vitalidade do português, que se enriquece e ganha novas nuances em cada região onde é falado”. A história da colonização portuguesa durante mais de 450 anos também refletindo que este país, Timor-Leste sofreu com tantas guerras e sublevações, que mais tarde resultou na invasão e ocupação da Indonésia no território durante 24 anos marcou a história da luta e resistência de um povo assuwa´in, destemido e corajoso, deixando os rasgos na figura de Manu-Aman na conquista da sua independência e, como referido o próprio escritor, Luís Cardoso, no seu livro (2020, pp.27 a 30). |
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