A legitimação da intolerância nas declarações do pastor Silas Malafaia
A lógica que configura a composição do quadro doutrinário neopentecostal supõe uma nova cartografia discursiva marcada pela fragmentação das subjetividades. Enseja uma compreensão capaz de abarcar uma religiosidade que concebe o mundo em tensão permanente entre os espíritos ou demônios causadores do...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2015 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC) |
| Repositorio: | Barbarói (Online) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:ojs.online.unisc.br:article/7251 |
| Acceso en línea: | https://online.unisc.br/seer/index.php/barbaroi/article/view/7251 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Neopentecostalismo Intolerância Silas Malafaia |
| Sumario: | A lógica que configura a composição do quadro doutrinário neopentecostal supõe uma nova cartografia discursiva marcada pela fragmentação das subjetividades. Enseja uma compreensão capaz de abarcar uma religiosidade que concebe o mundo em tensão permanente entre os espíritos ou demônios causadores do mal e da desordem e os deuses associados ao bem e a ordem. A religiosidade neopentecostal se articula e amolda, em grande medida, com base em um discurso acusatório que deriva dessa sua capacidade de tocar, atingir, incorporar e reorientar alguns elementos presentes no universo simbólico de referência da população brasileira. A intolerância religiosa se delineia através da batalha espiritual já não mais circunscrita à esfera espiritual, mas, cotidianamente, exacerbada pelos discursos beligerantes, sobretudo em relação ao homossexualismo e ao aborto, como os protagonizados pelo pastor Silas Malafaia. O artigo pretende aprofundar a perspectiva dos direitos humanos, as questões inerentes às minorias e grupos vulneráveis, o preconceito suscitado pela violência simbólica e a retórica do preconceito alicerçado pela crítica pública com nuances fundamentalistas. |
|---|