Estudo da reprodutibilidade de uma técnica de ressonância magnética dinâmica para mielopatia cervical espondilótica

Como fatores dinâmicos podem contribuir para a etiologia e gravidade da mielopatia espondilótica cervical (MEC), ressonância magnética dinâmica (RMD), com imagem obtida em flexão e extensão, pode ser útil para a melhor avaliação da estenose cervical e compressão medular. Os objetivos do presente est...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Pratali, Raphael de Rezende
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2019
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-13022020-103852
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17142/tde-13022020-103852/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Canal vertebral
Cervical vertebrae
Compressão da medula espinhal
Espondilose
Imagem por ressonância magnética
Magnetic resonance imaging
Spinal canal
Spinal cord compression
Spondylosis
Vértebras cervicais
Descripción
Sumario:Como fatores dinâmicos podem contribuir para a etiologia e gravidade da mielopatia espondilótica cervical (MEC), ressonância magnética dinâmica (RMD), com imagem obtida em flexão e extensão, pode ser útil para a melhor avaliação da estenose cervical e compressão medular. Os objetivos do presente estudo foram avaliar variações morfométricas da coluna vertebral cervical em pacientes com MEC utilizando uma técnica padronizada de RMD, acessar a reprodutibilidade intra e interobservador das medidas dos parâmetros morfométricos baseadas nas imagens obtidas por RMD e comparar as medidas resultantes com dados previamente publicados na literatura. RMD foi obtida utilizando-se um protocolo padronizado com o pescoço nas posições neutra, em flexão e em extensão. Os parâmetros morfométricos considerados foram o comprimento anterior da medula espinhal (CAME), comprimento posterior da medula espinhal (CPME), diâmetro do canal vertebral (DCV) e diâmetro da medula espinhal (DME). Dois observadores avaliaram os parâmetros independentemente e as reprodutibilidades intra e interobservador foram avaliadas pelo coeficiente de correlação intraclasse (CCI). Dezoito pacientes foram incluídos no estudo e todos completaram o protocolo para aquisição da RMD. A reprodutibilidade intra e interobservador demonstrou concordância quase perfeita para o CAME e CPME (CCI > 0,9; p < 0,001) em todas as posições. O DCV apresentou reprodutibilidade intra e interobservador classificadas como quase perfeita (ICC: 0,90-0,99, p < 0,001 and ICC: 0,83-0,98; p < 0,001, respectivamente) em todas as posições. O DME teve reprodutibilidade intra e interobservador classificadas como substancial (ICC: 0,79- 0,96; p < 0,001 and ICC: 0,73-0,94; p < 0,001, respectivamente) em todas as posições. O CAME e o CPME tiveram valores significativamente diferentes comparados com as medidas de outro estudo (p < 0,001). Concluímos que o protocolo de RMD apresentado foi seguro e pode permitir a avaliação mais completa das variações da coluna cervical em pacientes com MEC. Os parâmetros morfométricos baseados nesse protocolo apresentaram excelente reprodutibilidade intra e interobservador.