De quem é esse corpo? - a performatividade do feminino no teatro contemporâneo

Este trabalho analisa a criação teatral contemporânea das mulheres, questionando a caracterização da obra teatral a partir do recorte de gênero feminino. Para tanto, explora os termos teatro feminino, teatro(s) das mulheres e teatro feminista e suas implicações na crítica e prática teatrais, na cena...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Romano, Lucia Regina Vieira
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2009
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-25102010-162044
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27156/tde-25102010-162044/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Creation processes
Female Genre
Gênero feminino
Performatividade
Performativity
Processos de criação
Teatro
Theatre
Descripción
Sumario:Este trabalho analisa a criação teatral contemporânea das mulheres, questionando a caracterização da obra teatral a partir do recorte de gênero feminino. Para tanto, explora os termos teatro feminino, teatro(s) das mulheres e teatro feminista e suas implicações na crítica e prática teatrais, na cena internacional e nacional. Aponta a necessidade de revisão dos termos, partindo de sua historicização; ressaltando a atual multiplicidade de estratégias e suas poéticas particulares, em especial, nas atuações de algumas performers, das atrizes criadoras integrantes do Odin Teatret e da rede internacional Magdalena Project. Observa ainda o progresso do teatro feminista, nas criações de teatro lésbico, teatro feminista negro e teatro multicultural e questiona a ausência dessas formulações no teatro brasileiro, em paralelo ao enfraquecimento do teatro político nacional. A fim de iluminar o complexo cruzamento entre corporeidade, processos criativos e subjetivação, sugere a constituição de imagens encarnadas, bem como a análise do corpo sexuado no processo de comunicação teatral; projetando a idéia de um teatro do andrógino, capaz de subverter concepções binárias e encorpar a instabilidade das performances de gênero.