Impacto da avaliação da autocoleta no rastreio e detecção do câncer de colo uterino
O câncer de colo uterino figura como o quarto tipo de câncer feminino mais frequente em quase todo o mundo. No Brasil se destaca entre os três mais frequentes. A citologia oncótica é o método de escolha no programa de rastreio brasileiro, mas com restrições relativas à taxa de cobertura e sensibilid...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFPE |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufpe.br:123456789/57539 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/57539 |
| Access Level: | acceso embargado |
| Palabra clave: | Papillomavirus Humano Neoplasias do Colo do Útero Autocoleta Citologia em meio líquido PCR |
| Sumario: | O câncer de colo uterino figura como o quarto tipo de câncer feminino mais frequente em quase todo o mundo. No Brasil se destaca entre os três mais frequentes. A citologia oncótica é o método de escolha no programa de rastreio brasileiro, mas com restrições relativas à taxa de cobertura e sensibilidade. Visando colaborar com a diminuição dessas variáveis, estudos têm sido realizados sobre o uso da autocoleta e teste para HPV, com a finalidade de aumentar a taxa de cobertura e sensibilidade. Este estudo teve como objetivo avaliar a efetividade da autocoleta cérvico-vaginal em amostras de mulheres oriundas da cidade do Recife, Região Metropolitana e interior de Pernambuco/Brasil, comparando-a com a coleta profissional de citologia convencional associada ao teste para detecção de DNA de HPV. Para isso foram colhidas 404 amostras e levantados dados sociodemográficos e clínicos. Foram realizadas coletas de citologia oncótica convencional (colhida por um profissional), e de autocoleta, através de kits fornecidos pelo estudo, mais panfleto ilustrativo com instruções. Foram feitos testes de PCR para detecção de DNA de HPV através de primers consenso (MY09/11 e GP5/6). Os resultados obtidos revelaram 74 casos positivos na citologia de autocoleta versus 79 positivos no exame convencional. Comparando a citologia de autocoleta com a citologia convencional houve 1,5% x 2,2% (6 x 9 mulheres) HSIL; 2,0% x 3,2% (8 x 13 mulheres) ASC H; 5,7%% x 4,7% (23 x 19 mulheres) LSIL; 7,4% x 7,4% (30 x 30 mulheres) ASC US e 1,2% x 2,0% (5 x 8 mulheres) LSIL associado a HPV, respectivamente. Na citologia convencional houve 0,5% de adenocarcinoma glandular endocervical e 0,5% de carcinoma escamoso. Também foi constatado que entre as 74 citologias positivas na autocoleta, 54,1% tiveram o teste para DNA positivos (40 casos) e 45,9% negativos (34 casos). Comparando esse exame com a citologia de autocoleta houve 8,1% HSIL; 4,1% ASC H; 29,7% LSIL e 12,2% ASC US. Os resultados demonstraram que os dois exames podem ser complementares no rastreio do câncer uterino. Adicionalmente, observamos que o perfil infectivo do HPV foi maior entre as portadoras de microbiota atípica, fumantes, ex-fumantes, nulíparas e com baixa escolaridade. Destaca-se, ainda, que a autocoleta foi aceita como uma metodologia válida por 79,9% das mulheres. Assim, conclui-se que a autocoleta pode ser uma alternativa para aumentar a taxa de cobertura das mulheres-alvo no sistema de rastreio do câncer de colo uterino, principalmente quando associada ao teste de detecção para DNA de HPV, contribuindo no aumento da sensibilidade e valor preditivo. |
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