Trocas políticas entre “amigos” e prestígio de Paulo de Frontin na Primeira República (1896-1911)

Este trabalho discute as articulações políticas que envolveram a distribuição de recursos públicos através de relações pessoais na Primeira República brasileira. Utilizamos traços da trajetória de Paulo de Frontin, entre 1896 e 1911, para compreender os vínculos de reciprocidade na formação de clien...

Full description

Bibliographic Details
Author: Santos, Felipe Martins dos
Format: master thesis
Status:Published version
Publication Date:2017
Country:Brasil
Institution:Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
Repository:Repositório Institucional da UFRRJ
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/13845
Online Access:https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/13845
Access Level:Open access
Keyword:reciprocidade
clientela política
prestígio
reciprocity
political clientele
prestige
História
Description
Summary:Este trabalho discute as articulações políticas que envolveram a distribuição de recursos públicos através de relações pessoais na Primeira República brasileira. Utilizamos traços da trajetória de Paulo de Frontin, entre 1896 e 1911, para compreender os vínculos de reciprocidade na formação de clientelas políticas em ambientes urbanos como o da Capital Federal na virada para o século XX. Este personagem construiu grande parte de sua biografia na cidade do Rio de Janeiro, durante as últimas décadas do século XIX e ao longo do primeiro regime republicano. Frontin teve intensa atividade como engenheiro, professor e empresário. Nestas funções, acumulou o prestígio e uma rede de aliados que lhe facilitarem tornar-se uma das lideranças mais sufragadas da política carioca. Desta forma, o nosso recorte cronológico foi orientado pelos momentos em que este ocupou cargos públicos em áreas estratégicas da engenharia, como a ferroviária e de melhoramentos urbanos. Foram eles, a direção da Estrada de Ferro Central do Brasil (1896-1897), direção da Comissão Construtora da Avenida Central (1903-1904) e o seu retorno à diretoria da ferrovia (1910-1911).