Nietzsche e a crítica da linguagem como produtora de “verdades”
Na perspectiva de Nietzsche, a Filosofia, como a Ciência e a Religião, não é capaz de dizer as verdades que tanto desejamos. Por quê? Pelo simples motivo de que tudo que falamos sobre as coisas é produto da linguagem, e a linguagem é um sistema de signos inventado por nós, humanos, demasiadamente hu...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | libro |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2018 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFRN |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufrn.br:123456789/25476 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/25476 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Nietzsche Filosofia alemã Linguagem e línguas |
| Sumario: | Na perspectiva de Nietzsche, a Filosofia, como a Ciência e a Religião, não é capaz de dizer as verdades que tanto desejamos. Por quê? Pelo simples motivo de que tudo que falamos sobre as coisas é produto da linguagem, e a linguagem é um sistema de signos inventado por nós, humanos, demasiadamente humanos. A linguagem dá nome a todas as coisas, mas os nomes não dizem a verdade das coisas. A linguagem é uma espécie de teia que jogamos sobre o mundo. Jogamos e esquecemos que jogamos, alerta Nietzsche, e por isso acreditamos em nossas “verdades”. Em seu trabalho de dissertação, bem escrito, bem fundamentado, Joelson Araújo se dedicou a esclarecer a interpretação nietzschiana sobre a relação entre linguagem e verdade, e suas análises nos mostram que, para o filósofo alemão, a Filosofia (como a Ciência e a Religião), por se apoiar em pilares totalmente insólitos, não tem o poder de dizer verdades absolutas, mas, em contrapartida, pode e deve dizer não verdades relativas, isto é, pode e deve dizer verdades poéticas. Fernanda Bulhões |
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