Gênero e dependência alcoólica: análise de pacientes tratados em ambulatório especializado
Introdução: A dependência do álcool é um grave problema de saúde pública no mundo. Neste contexto, homens e mulheres apresentam características heterogêneas e, consequentemente, comportam-se de maneira distinta nas diferentes etapas do processo de tratamento. Objetivos: 1. Caracterizar a amostra de...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2010 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UNIFESP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.unifesp.br:11600/9672 |
| Acesso em linha: | http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/9672 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Dependência alcoólica Fatores associados à retenção Retenção no tratamento Tratamento Ambulatorial Gênero |
| Resumo: | Introdução: A dependência do álcool é um grave problema de saúde pública no mundo. Neste contexto, homens e mulheres apresentam características heterogêneas e, consequentemente, comportam-se de maneira distinta nas diferentes etapas do processo de tratamento. Objetivos: 1. Caracterizar a amostra de pacientes quanto às variáveis: sociodemográficas, consumo alcoólico e intervenções terapêuticas, com enfoque no gênero; 2. Identificar os fatores associados à retenção, após a 4ª semana, nos primeiros 12 meses de tratamento, entre homens e mulheres dependentes do álcool; 3. Comparar o tempo de retenção, nos primeiros 12 meses de tratamento, entre homens e mulheres dependentes do álcool. Metodologia: Trata-se de estudo transversal retrospectivo, com amostra de 1051 pacientes (833 homens e 218 mulheres), que preencheram critérios diagnósticos para a síndrome de dependência do álcool, segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID-10), que procuraram tratamento pela primeira vez na Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (UNIAD), no período de janeiro de 2000 a janeiro 2006 e que compareceram semanalmente aos atendimentos terapêuticos. A primeira consulta (triagem) foi definida como o tempo zero do estudo; a partir daí os pacientes foram analisados durante os 12 meses consecutivos. A retenção no tratamento foi medida em “semanas de tratamento”, considerando-se abandono de tratamento como a quarta falta consecutiva e sem justificativa. Resultados: As mulheres dependentes do álcool apresentaram maior índice de desemprego, viviam menos com um companheiro, tinham nível educacional mais alto, iniciaram o consumo alcoólico mais tardiamente, necessitaram menos do programa de desintoxicação alcoólica ambulatorial, consumiam mais fermentados, apresentaram menos comorbidades psiquiátricas, usaram menos medicações coadjuvantes durante o tratamento e, em geral, apresentaram mais obstáculos para a entrada, retenção e abandono de tratamento, quando comparadas aos homens dependentes do álcool. O uso do Dissulfiram contribuiu para a retenção no tratamento, independentemente do gênero. A regressão logística final verificou que a retenção, após a 4ª semana, nos primeiros 12 meses de tratamento, tem mais chance de ocorrer entre os pacientes mais velhos, que utilizavam alguma medicação coadjuvante durante o tratamento, que bebiam mais frequentemente durante a semana e que apresentavam grau grave de dependência alcoólica. O tempo de retenção no tratamento foi de oito semanas, independentemente do gênero. Conclusões: Homens e mulheres dependentes do álcool apresentam uma série de nuances, que devem ser explorados para melhor entendimento de suas necessidades e especificidades, visando tornar as abordagens terapêuticas e ações preventivas mais eficazes. |
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