O Brasil distópico na ficção de Ignácio de Loyola Brandão

Diante de um turbulento cenário nacional, as distopias literárias emergem como um aviso sobre o colapso civilizatório delineado no horizonte e como uma potente ferramenta crítica para pensar o contemporâneo. Nesse sentido, esta dissertação objetiva desenvolver um estudo sobre os romances distópicos...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Ferreira, Mykaelle de Sousa
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Universidade Federal Fluminense (UFF)
Repositorio:Repositório Institucional da Universidade Federal Fluminense (RIUFF)
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:app.uff.br:1/25039
Acceso en línea:http://app.uff.br/riuff/handle/1/25039
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Utopia
Distopia
Literatura Brasileira
Literatura Contemporânea
Literatura Brasileira Contemporânea.
Utopia na literatura
Distopia na literatura
Literatura brasileira
Utopía
Distopía
Literatura Brasileña
Literatura Contemporánea
Literatura Brasileña Contemporánea
Descripción
Sumario:Diante de um turbulento cenário nacional, as distopias literárias emergem como um aviso sobre o colapso civilizatório delineado no horizonte e como uma potente ferramenta crítica para pensar o contemporâneo. Nesse sentido, esta dissertação objetiva desenvolver um estudo sobre os romances distópicos Não verás país nenhum (2019) e Desta terra nada vai sobrar, a não ser o vento que sopra sobre ela (2018), do escritor Ignácio de Loyola Brandão. A questão inicial empreendida é de que se a distopia é um gênero literário tão em voga na atualidade, o que motiva a escassez de fortuna crítica em território brasileiro, haja vista o complexo panorama sociopolítico em que vivemos? Quais contribuições e especificidades estas obras promovem? Como metodologia de pesquisa utilizou-se a análise e comparação de textos literários, bem como uma revisão bibliográfica sobre o gênero distópico, com destaque para o estudo de autores como Gregory Clayes (2017), Tom Moylan (2003), Raffaella Baccolini (2003), M. Keith Booker (1994), M. Elizabeth Ginway (2004), Franco Berardi (2019), entre outros. Assim, verificou-se como resultado que o conjunto da obra distópica de Ignácio de Loyola Brandão adquire fundamental importância nos últimos anos, representando um passo consistente na difusão das distopias literárias brasileiras diante de um cenário literário nacional marcado predominantemente pela tradição realista/naturalista. Ademais, a concretização desta pesquisa também permite ampliar o leque de possibilidades analíticas para pesquisadores na área de Letras e Literatura, bem como viabilizar o debate acadêmico sobre a estética distópica em território nacional.