Perfil epidemiológico das intoxicações por agrotóxicos em Minas Gerais, 2007-2010.
Atualmente, o Brasil é o maior consumidor mundial de agrotóxicos. As intoxicações por agrotóxicos constituem grave problema de saúde pública, pois é a segunda causa mais frequente de intoxicação dentre as intoxicações exógenas. Entre os efeitos crônicos de vários agrotóxicos salientam-se carcinogeni...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2012 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Triangulo Mineiro (UFTM) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFTM |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:bdtd.uftm.edu.br:123456789/1672 |
| Acceso en línea: | http://bdtd.uftm.edu.br/handle/123456789/1672 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::SAUDE COLETIVA Envenenamento. sistemas de informação. Praguicidas. Rodenticidas. Suicídio. Poisoning. Information systems. Pesticides. Rodenticides. Suicide. Envenenamiento. Sistemas de información. Plaguicidas. Suicidio. |
| Sumario: | Atualmente, o Brasil é o maior consumidor mundial de agrotóxicos. As intoxicações por agrotóxicos constituem grave problema de saúde pública, pois é a segunda causa mais frequente de intoxicação dentre as intoxicações exógenas. Entre os efeitos crônicos de vários agrotóxicos salientam-se carcinogenicidade, mutagenicidade, efeitos na fertilidade animal, danos ao sistema reprodutivo masculino, desregulação hormonal e neurotoxicidades. Os objetivos deste estudo foram: descrever o perfil epidemiológico das intoxicações por agrotóxico no estado de Minas Gerais (MG), entre 2007 e 2010; descrever a incidência, mortalidade e letalidade das intoxicações por agrotóxicos segundo ano, sexo e faixa etária; analisar o risco relativo de intoxicação segundo sexo, faixa etária, zona de contaminação e circunstância; analisar a Completude dos campos da Ficha de Investigação por Intoxicação Exógena (FIIE); verificar os municípios que realizaram a notificação desse agravo. Trata-se de um estudo observacional, retrospectivo, quantitativo, de base territorial desenvolvido em Minas Gerais, entre 2007 e 2010. Utilizou-se o banco de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) relativo às Intoxicações Exógenas por Agrotóxicos. Para gerenciamento e análises dos dados foram utilizados os softwares Excel e SPSS 19.0. Foram calculados: as frequências absolutas e porcentuais; a incidência, a mortalidade e a letalidade; o risco relativo por sexo, faixa etária, zona de residência e circunstância da intoxicação. Foram notificadas 2.988 intoxicações por agrotóxicos. As maiores frequências foram na faixa etária de 20 a 29 anos, com 833 (27,9%) casos; no sexo masculino, com 1.729 (57,9%) notificações; cor da pele branca, 1.171 (39,2%) casos e zona de residência urbana, 1.585 (53%) casos. Os raticidas foram responsáveis pela maioria das intoxicações, 1.699 (56,9%) casos; seguidos pelos agrotóxicos de uso agrícola, 929 (31,1%) casos; agrotóxicos de uso doméstico, 272 (9,1%) casos e agrotóxicos usados em saúde pública, 88 (2,9%) casos. A tentativa de suicídio foi a circunstância mais frequente, 1.785 (59,7%) casos; seguida por acidental, 748 (25%) casos. A incidência e a mortalidade foram crescentes. Os maiores índices de letalidade foram nos extremos das faixas etárias. Houve maior número de casos na zona urbana, e o Risco Relativo de intoxicação foi maior na zona rural para quase todas as circunstâncias. Não houve melhoria na qualidade dos dados e campos importantes foram classificados como ruins ou muito ruins. Houve aumento progressivo de municípios que realizaram notificação. As Gerências Regionais de Saúde que mais notificaram foram: Belo Horizonte (13,6%), Patos de Minas (9,3%) e Pouso Alegre (9,1%). Conclui-se que o perfil mais acometido foram de homens entre 20 e 29 anos, de pele branca, da zona urbana, baixa escolaridade e empregados. Em idosos e crianças a letalidade foi maior e a incidência e a mortalidade aumentaram no período. Ser residente na zona rural e do sexo masculino foi fator de risco para intoxicação. Houve aumento no número de municípios que realizaram notificações, porém com baixa qualidade. |
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