Comparação de analgesia do bloqueio do plano eretor da espinha em cirurgias pulmonares em relação ao bloqueio paravertebral: estudo multicêntrico randomizado
Introdução: O manejo adequado da dor otimiza a recuperação pós-operatória após cirurgias pulmonares, e o bloqueio do plano eretor da espinha (BPE) tornou-se uma técnica amplamente utilizada na analgesia para cirurgia torácica. No entanto, poucos ensaios clínicos randomizados compararam essa técnica...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-20042023-141311 |
| Acesso em linha: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5178/tde-20042023-141311/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Acute pain Anestesia regional Bloqueio do plano eretor da espinha Bloqueio paravertebral Dor aguda Dor pós-operatória Dor/terapia Erector spinae plane block Pain/therapy Paravertebral block Postoperative pain Regional anesthesia |
| Resumo: | Introdução: O manejo adequado da dor otimiza a recuperação pós-operatória após cirurgias pulmonares, e o bloqueio do plano eretor da espinha (BPE) tornou-se uma técnica amplamente utilizada na analgesia para cirurgia torácica. No entanto, poucos ensaios clínicos randomizados compararam essa técnica com um controle ativo já bem aceito na literatura. Foi avaliada a hipótese de que o BPE poderia fornecer analgesia não inferior ao bloqueio paravertebral (BPV) em cirurgias pulmonares. Métodos: Ensaio clínico de não inferioridade, cego, randomizado, multicêntrico, realizado em dois hospitais terciários. Foram incluídos pacientes com idade igual ou superior a 18 anos submetidos à cirurgia pulmonar unilateral aberta ou videotoracoscópica. Os pacientes foram alocados nos grupos BPE ou BPV, ambos com técnicas de bloqueio contínuo, e avaliados ao longo das primeiras 24 horas de pós-operatório quanto à dor medida por Escala Verbal Numérica (EVN) como desfecho primário e utilizando uma diferença de 10% como margem de não inferioridade. Foi considerado EVN 7 como critério para falha de analgesia. Também foi avaliado dor aferida através de outros escores, consumo de opioides e satisfação do paciente. Resultados: Foram aanalisados 120 pacientes, tendo em vista que o estudo foi interrompido após análise interina de 50% da amostra total prevista devido a diferenças significativas na analgesia entre BPE e BPV. Os pacientes do grupo BPE relataram maiores escores de dor medidos pela escala verbal numérica (Modelo linear geral, P = 0,02), tanto nas medidas realizadas no momento da admissão (7,6±1,3 no grupo BPE versus 5,9±2,5 no grupo BPV, diferença -1,7, IC 95% -2,4 a -0,90, P < 0,001) quanto na alta da sala de recuperação (4,6±2,4 no grupo BPE versus 3,6±2,5 no grupo BPV, diferença -0,99, IC 95% -1,9 a -0,1, P = 0,04). Ao comparar pacientes com BPE vs. BPV, a falha da analgesia ocorreu em 65 de 183 vs. 40 de 177 medidas, respectivamente; RR 1,57 (IC 95% 3,6, 22,2; P = 0,02). A falha na colocação do cateter foi a complicação mais comum do estudo e ocorreu apenas em participantes do grupo BPV. Conclusão: O BPE não demonstrou analgesia não inferior à proporcionada pelo BPV no pós-operatório imediato de cirurgias pulmonares, resultando em maior demanda de opioides para controle álgico |
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