Caracterização de empreendimentos de economia solidária plataformizados
Empresas de grande porte têm utilizado plataformas digitais como meio para externalizar seus custos de produção e estabelecer rigorosos mecanismos de controle sob sua força de trabalho, sem ofertar transparência nos mecanismos de precificação dos serviços e remuneração dos colaboradores. Tal prática...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Lavras (UFLA) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFLA |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufla.br:1/58298 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.ufla.br/handle/1/58298 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Administração Pública Cooperativismo de plataforma Empreendedorismo social Economia solidária Plataformas digitais Precarização do trabalho Platform cooperativism Social entrepreneurship Solidarity economy Digital platforms Precarious work |
| Sumario: | Empresas de grande porte têm utilizado plataformas digitais como meio para externalizar seus custos de produção e estabelecer rigorosos mecanismos de controle sob sua força de trabalho, sem ofertar transparência nos mecanismos de precificação dos serviços e remuneração dos colaboradores. Tal prática vem gerando críticas sobretudo em virtude da precarização do trabalho que se exacerba. Nesse compasso, o ideário do cooperativismo ressurge como alternativa para viabilizar negócios digitais democráticos e oferecidos pelos próprios prestadores de serviços. Historicamente, essa forma de organização social tem permitido a gestão do trabalho pelos próprios trabalhadores com distribuição de renda e desenvolvimento regional, em diferentes partes do mundo. Essa capacidade pode vir a ser ampliada pela difusão do cooperativismo de plataforma como mecanismo capaz de consorciar diferentes cooperativas mediadas pela utilização de plataformas digitais. No Brasil, o cooperativismo de plataforma é incipiente e possui peculiaridades ligadas ao mercado de trabalho marcadamente informal, além de uma construção cooperativista dual. Desse modo, o presente estudo se propôs a caracterizar empreendimentos de economia solidária plataformizados constituídos no Brasil. Para a consecução de tal objetivo, foram realizadas pesquisa bibliográfica integrativa e bibliométrica, em que foram selecionados 20 artigos em busca na Web of Science e Portal de Periódicos da CAPES divididos em quatro categorias de análise, bem como se constatou que se trata de temática de característica multidisciplinar e recente já que grande parte da produção acadêmica despontou entre 2018 e 2020. Este trabalho também mapeou cooperativas e empreendimentos de economia solidária plataformizados existentes no Brasil, constituídos por trabalhadores cuja precarização se exacerbou com as plataformas digitais, além de analisar as postagens em redes sociais de grupos selecionados. A investigação foi realizada na rede de internet e redes sociais, e os grupos encontrados foram divididos em quatro categorias, mobilidade urbana, entregadores de mercadorias, diaristas e rede de apoio, com vistas a facilitar a elaboração de novos estudos e formulação de políticas públicas. Constatou-se que a maior parte das iniciativas se concentram na região Sudeste, que sua emergência ocorreu no contexto urbano e que os grupos escolhidos na categoria entregadores de mercadoria e rede de apoio apresentam postagens nas redes mais consentâneas com os princípios a economia solidária e categorias de análise da cidadania deliberativa. Além disso, grupos mais vulneráveis utilizam o aplicativo de telefone whatsapp para gerenciar o trabalho e contatar clientes, o que serviu de inspiração para elaboração de uma cartilha de constituição de um empreendimento de economia solidária plataformizado para distribuição em comunidades carentes e economicamente vulneráveis. Os resultados indicam a necessidade de um novo mapeamento da economia solidária no Brasil que inclua as iniciativas plataformizadas, bem como sua investigação nas redes sociais para formulação de políticas públicas. Sugere-se, ainda, que tais políticas levem em consideração a informalidade do mercado de trabalho brasileiro. |
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