Cosmo-ontológica Mbyá-guarani: discutindo o estatuto de "objetos" e "recursos naturais"

Neste artigo apresento algumas reflexões oriundas da experiência na elaboração de três relatórios circunstanciados de identifcação e delimitação de terras indígenas no Rio Grande do Sul. Este trabalho surgiu como uma demanda dos Guarani e foi realizado em colaboração com a FUNAI, contando com a parti...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Baptista da Silva, Sergio
Tipo de recurso: artículo
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2013
País:Brasil
Institución:Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB)
Repositorio:Revista de Arqueologia
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:ojs2.revista.sabnet.org:article/367
Acceso en línea:https://revista.sabnet.org/ojs/index.php/sab/article/view/367
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:guarani
território
arqueologia
antropologia
Descripción
Sumario:Neste artigo apresento algumas reflexões oriundas da experiência na elaboração de três relatórios circunstanciados de identifcação e delimitação de terras indígenas no Rio Grande do Sul. Este trabalho surgiu como uma demanda dos Guarani e foi realizado em colaboração com a FUNAI, contando com a participação de um grupo técnico composto por antropólogos, arqueólogos, geógrafos, socioambientalistas, botânicos e zoólogos. O território analisado compreendeu áreas geográfcas ao sul de Porto Alegre, conhecidas como Itapuã, Morro do Coco e Ponta da Formiga, situadas às margens do Lago Guaíba ou da Laguna dos Patos. A partir destas experiências, discutimos neste artigo a territorialidade guarani como uma cosmo-ontológica, enfocando as relações, de um lado, entre corpo e território e, de outro, entre natureza e cultura ou objeto e sujeito, discutindo e problematizando as articulações entre os campos da Antropologia e da Arqueologia, tomando como pano de fundo a cosmologia e a ontologia destes coletivos ameríndios.