Desempenho agroenergético, uso de água e de nutrientes por cana-de-açúcar cultivada na Chapada do Araripe

O pólo Gesseiro do Araripe está entre os grandes consumidores de lenha e carvão do semiárido de Pernambuco, demanda que tem sido atendida, em parte, por espécies vegetais extraídas da Caatinga. A utilização de biomassa da cana-de-açúcar para fins energéticos pode ser uma alternativa para desenvolvim...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: ALBUQUERQUE, Henrique Soares de
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2013
País:Brasil
Institución:Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRPE
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:tede2:tede2/6159
Acceso en línea:http://www.tede2.ufrpe.br:8080/tede2/handle/tede2/6159
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Bioenergia
Saccharum spp.
Poder calorífico
Semiárido
Gesso
Bioenergy
Heating value
Semi-arid
Gypsum
FITOTECNIA::MELHORAMENTO VEGETAL
Descripción
Sumario:O pólo Gesseiro do Araripe está entre os grandes consumidores de lenha e carvão do semiárido de Pernambuco, demanda que tem sido atendida, em parte, por espécies vegetais extraídas da Caatinga. A utilização de biomassa da cana-de-açúcar para fins energéticos pode ser uma alternativa para desenvolvimento sustentável na região. Porém, a produção vegetal no semiárido depende de diversos fatores, como o suprimento de água, resistência das plantas ao estresse hídrico e o manejo químico dos solos, muitas vezes distróficos, como ocorre na Chapada do Araripe. O gesso produzido na região é uma alternativa de baixo custo para o manejo químico de solos visando aumentar o acesso das culturas a água e nutrientes. Assim, o objetivo da pesquisa foi estudar a produção de biomassa para fins energéticos por variedades de cana-de-açúcar cultivadas na Chapada do Araripe, e o impacto da gessagem de solos no potencial agroenergético de cana-de-açúcar em ambiente semiárido. Nesse contexto, foram testadas três variedades de cana-de-açúcar: RB867515, RB92579 e RB962962; em solo distrófico da chapada do Araripe na presença e ausência de gesso, em arranjo fatorial (3X2) distribuídos em blocos casualizados com quatro repetições. O experimento foi conduzido no período de 2010 a 2012, considerando dois ciclos de cultivo da cana-de-açúcar, no Instituto Agronômico de Pernambuco - IPA, em Araripina, Pernambuco. Para tanto, foram avaliadas a produção de biomassa e características energéticas, tais como teor de fibras, lignina e poder calorífico superior. Foram determinadas também a eficiência do uso da água pelas variedades de cana-deaçúcar, e a extração e a eficiência de uso de nutrientes das variedades nos dois ciclos de cultivo. Os dados foram submetidos à análise de variância sendo os efeitos significativos comparados estatisticamente por teste de médias (p<0,05). A aplicação de gesso não afetou o desempenho agroenergético das variedades cultivadas no semiárido, tampouco a eficiência de uso da água pelas mesmas. As variedades responderam de modo específico e diferenciado ao estresse hídrico, diminuindo, em média, a produtividade em 38% na canasoca, mantendo o poder calorífico dentro da faixa recomendada para material bioenergético, em torno de 17 MJ kg-1. De modo geral, a variedade que teve melhor relação entre produtividade e poder calorífico superior foi a RB962962. A aplicação de gesso proporcionou, na cana-soca, maior concentração e extração de enxofre pelas variedades, bem como maior extração de nitrogênio no segundo ciclo.