Monocultura canavieira e agricultura camponesa: a disputa pela construção de novas paisagens no território de Ouricuri, Atalaia/AL

A presente pesquisa diz respeito à modificação e análise do uso do território atalaiense a partir da transformação da paisagem convencional para o que identificamos e denominamos como paisagem agroecológica, processo desenvolvido em 15 unidades de produção familiar dos assentamentos Ouricuri, Ouricu...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Cavalcante, Ermany Dornele Quirino [UNESP]
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/256681
Acceso en línea:https://hdl.handle.net/11449/256681
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Capitalismo
Agroecologia
Campesinato
Categoria geográfica
Paisagem
Território
Capitalism
Agroecology
Peasantry
Geographic category
Landscape
Territory
Campesinado
Paisaje
Descripción
Sumario:A presente pesquisa diz respeito à modificação e análise do uso do território atalaiense a partir da transformação da paisagem convencional para o que identificamos e denominamos como paisagem agroecológica, processo desenvolvido em 15 unidades de produção familiar dos assentamentos Ouricuri, Ouricuri II e Ouricuri III, onde a organização dos camponeses, forjada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), possibilitou a luta por direitos e novas formas de reprodução social em um espaço onde predominava apenas a monocultura canavieira, a degradação ambiental e o trabalho escravo advindos da Coroa portuguesa, construindo um novo território. Buscamos apresentar como ocorre a disputa das diferentes formas de produzir e trabalhar, que por um lado é desenvolvida por grandes proprietários de terra, regrada no uso de agrotóxico, trabalho mal remunerado, na monocultura da cana-de-açúcar — e recentemente do eucalipto e da soja — e no uso desenfreado dos recursos naturais. Por outro lado, o trabalho é baseado na produção de culturas de ciclos curtos, variedades frutíferas e criação de animais de pequeno, médio e grande porte, desenvolvidos majoritariamente por famílias de camponeses das áreas de assentamentos de Reforma Agrária no território de Atalaia, caracterizando um novo modo de produzir, o qual denominamos paisagem agroecológica. Atalaia está a aproximadamente 50km de distância da cidade de Maceió, capital de Alagoas. O caminho percorrido envolveu a análise de como se dá a disputa de modelos de desenvolvimento no município entre o processo produtivo da monocultura canavieira e o trabalho nas unidades de produção familiar dos assentamentos rurais de Atalaia, na região da antiga Usina Ouricuri. A finalidade consistiu em identificar como ocorre a modificação da paisagem, a partir da produção agroecológica, e o processo de territorialidade e territorialização dos diferentes modelos de desenvolvimento existentes no que hoje é conhecido como complexo Ouricuri. Metodologicamente, foram utilizadas referências bibliográficas, entrevistas com funcionários da antiga usina e camponeses assentados, lideranças nos assentamentos, povoado e município, registros fotográficos, imagens de drone, áudios e vídeos, pesquisa em instituições federais, estaduais e municipais, recortes de jornais e questionários qualitativos. Portanto, a pesquisa possibilita mostrar as modificações da paisagem e a criação da paisagem agroecológica, identificando suas potencialidades, os limites e os desafios nesse processo de transição produtiva dos assentamentos rurais do referido território.