Incidência de troca do cateter intravenoso periférico curto em adultos hospitalizados: coorte prospectiva

A utilização do Cateter Intravenoso Periférico Curto (CIVPC) é o método mais empregado para estabelecimento da terapêutica dentro do ambiente intra-hospitalar. Apesar de necessário, seu uso pode implicar em riscos e desconforto ao paciente e familiares. Dessa forma, as gradativas trocas do CIVPC dur...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Santos, Elizângela Santana dos
Formato: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2025
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-02062025-155852
Acesso em linha:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-02062025-155852/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Cateterismo periférico
Infusões intravenosas
Intravenous infusions
Patient Safety
Peripheral catheterization
Segurança do paciente
Descrição
Resumo:A utilização do Cateter Intravenoso Periférico Curto (CIVPC) é o método mais empregado para estabelecimento da terapêutica dentro do ambiente intra-hospitalar. Apesar de necessário, seu uso pode implicar em riscos e desconforto ao paciente e familiares. Dessa forma, as gradativas trocas do CIVPC durante a Terapia Intravenosa Periférica (TIP) conferem desafio a segurança do paciente. Objetivou-se analisar a incidência de troca do CIVPC em pacientes adultos hospitalizados. Foi realizada uma coorte prospectiva em hospital terciário de ensino do Sul do Brasil. A coleta de dados ocorreu no período de 15 de janeiro a 31 de junho de 2024. A análise estatística foi realizada para determinar o modelo de regressão de Poisson com variância robusta no software SAS 9.4. A pesquisa foi submetida e aceita pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto e do hospital de estudo. A amostra foi constituída de 190 pacientes, com média de 57,22 anos de idade, de maior prevalência homens e cor branca. A média de troca durante a hospitalização atingiu 2,77 e a incidência de troca do CIVPC foi de 76,32%. O antebraço foi o local mais utilizado para inserção do CIVPC, e 81,06% eram considerados locais recomendados conforme a literatura. A presença de complicação durante o uso do CIVPC foi apontada em 75,79%, sendo a mais frequente sangramento (57,89%). Encontramos associação estatística do risco de ocorrer a troca do CIVPC a cada aumento de um ano de idade e faixa etária de 60 anos ou mais. O uso do CIVPC no membro superior esquerdo e a análise do CIVPC em local não recomendado associou-se ao maior risco de troca nos modelos bruto e ajustado. A respeito do uso de medicamentos, não houve associação de troca do CIVPC para aqueles com infusão recomendada exclusivamente por via central. Identificamos maior risco de troca do CIVPC entre pacientes que receberam medicamentos com infusão recomendada não exclusivamente por via central (RR 1,23; IC 95% 1,04-1,44; valor-p<0,01). A região antecubital se associou ao risco de sangramento (RR 1,77; IC 95% 1,17-2,68; valor-p<0,01). Em conclusão, os achados relacionados ao risco de troca do CIVPC conferem originalidade. Foi identificada uma incidência de troca do CIVPC de 76,32%. Apesar da escassez de estudos relacionados, os dados são congruentes com a literatura e suportam a necessidade de crescentes investigações no cenário da TIP e segurança do paciente.