The notion of system in chemistry

Uma das primeiras coisas que vem à cabeça quando se pensa em química é provavelmente a idéia de uma reação química. De maneira simplificada, pode-se imaginar um processo em que duas espécies (átomos ou moléculas) reagem dando origem a uma terceira completamente diferente. Apesar da especificidade da...

Full description

Bibliographic Details
Author: Varela, Hamilton
Format: article
Status:Published version
Publication Date:2010
Country:Brasil
Institution:Universidade de São Paulo (USP)
Repository:Virus
Language:Portuguese
English
OAI Identifier:oai:revistas.usp.br:article/228837
Online Access:https://revistas.usp.br/virus/article/view/228837
Access Level:Open access
Keyword:Chemistry
Complexity
Systems
V!3
Description
Summary:Uma das primeiras coisas que vem à cabeça quando se pensa em química é provavelmente a idéia de uma reação química. De maneira simplificada, pode-se imaginar um processo em que duas espécies (átomos ou moléculas) reagem dando origem a uma terceira completamente diferente. Apesar da especificidade da natureza química de processos como este, em linhas gerais, as leis reducionistas ou abordagens cartesianas tradicionais utilizadas na física, permanecem válidas em certos processos químicos. Na grande maioria dos casos, no entanto, processos químicos apresentam comportamento dito complexo sob certas condições. Para tanto, os sistemas devem ser abertos à troca de informação, matéria e energia com o meio ambiente, de forma que esta troca permita que os mesmos sejam mantidos fora do estado de equilíbrio termodinâmico (basicamente o estado em que “as coisas acontecem”). Fora do estado de equilíbrio, sistemas abertos têm geralmente a sua dinâmica descrita por termos não-lineares. Conseqüentemente, a possibilidade de múltiplos estados ou caminhos pelos quais o sistema pode evoluir torna-se uma característica fundamental. Em outras palavras, há uma mudança de foco do ser para o devir, nos termos prigoginianos.