A intertextualidade conotada
Diz Roland Barthes que, diante de uma foto, "a consciência não toma necessariamente a via nostálgica da lembrança (quantas fotografias estão fora do tempo individual), mas, sem relação a qualquer foto existente no mundo, a via da certeza: a essência da Fotografia consiste em ratificar o que ela...
| Autor: | |
|---|---|
| Tipo de recurso: | artículo |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 1990 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Significação (Online) |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:revistas.usp.br:article/65498 |
| Acceso en línea: | https://www.revistas.usp.br/significacao/article/view/65498 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Intertextualidade Conotação Fotografia. |
| Sumario: | Diz Roland Barthes que, diante de uma foto, "a consciência não toma necessariamente a via nostálgica da lembrança (quantas fotografias estão fora do tempo individual), mas, sem relação a qualquer foto existente no mundo, a via da certeza: a essência da Fotografia consiste em ratificar o que ela representa". (1984: 127-128). Com base nessas palavras, tenho para mim que a hipótese levantada pelo famoso semioticista abre novos caminhos à compreensão de mensagens fotográficas, embora seja conveniente acautelar-se da idéia de que aquilo que a foto representa se reduz à reprodução de elementos exteroceptivos do mundo. É preciso admitir que as mensagens fotográficas representam também aspectos ou traços do mundo e das linguagens que interferem nos atos sociais que não são, forçosamente, visíveis. O fato de que toda fotografia seja "um certificado de presença", como reconhece o autor da Câmara Clara, não valida o princípio de que a presença de alguma coisa só se manifesta quando se torna palpável. |
|---|