Organizar na era dos sistemas : as contribuições críticas de Ivan Illich aos estudos organizacionais

Este artigo apresenta a crítica de Ivan Illich à institucionalização na sociedade moderna, seu desenrolar na era dos sistemas e os problemas dela decorrentes por conta de suas escolhas tecnológicas. O objetivo é apresentar o pensamento do autor e suas contribuições aos estudos organizacionais. Para...

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Detalhes bibliográficos
Autores: Casagrande, Lucas, Freitas, Nilo Coradini de
Tipo de documento: artigo
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2020
País:Brasil
Recursos:Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Repositório:Repositório Institucional da UFRGS
Idioma:português
OAI Identifier:oai:www.lume.ufrgs.br:10183/223200
Acesso em linha:http://hdl.handle.net/10183/223200
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Illich, Ivan, 1926-2002
Estudos organizacionais
Sistemas de informação
Desinstitucionalização
Conviviality
Age of systems
Alternative organizations
Institutionalization
Descrição
Resumo:Este artigo apresenta a crítica de Ivan Illich à institucionalização na sociedade moderna, seu desenrolar na era dos sistemas e os problemas dela decorrentes por conta de suas escolhas tecnológicas. O objetivo é apresentar o pensamento do autor e suas contribuições aos estudos organizacionais. Para tal, adotou-se um formato ensaístico, visando a demonstrar as contribuições do autor e seus possíveis diálogos com a área. Assim, apresenta-se a ideia de desequilíbrio institucional, correlacionando-a com o conceito de ferramentas manipulativas em oposição a ferramentas conviviais. Nesse sentido, assume-se a técnica como não sendo neutra. Em seguida, aborda-se como a sociedade industrial reifica o ser humano e, nesse processo, transforma-se em um grande sistema social funcional, um corpo com órgãos, necessitando das instituições escola e saúde, além da indústria. Ela cria profissões incapacitantes que especializam os indivíduos até sua plena alienação e mediação. Por fim, incorpora um sistema de vigilância em massa na subjetividade de cada um. Diante disso, diferentes proposições são possíveis, como em Giorgio Agamben, de retirar o poder e desconstituir regras.