Características da micromorfologia e da anatomia foliar na taxonomia de nissolia jacq. (leguminosae, papilionoideae)

Nissolia Jacq., alocado no clado Adesmia (Leguminosae: Papilionoidae: Dalbergieae) é composto por 29 espécies distribuídas nas Américas e seu centro de distribuição é o México. A diversidade de estruturas secretoras, tais como epiderme glandular, idioblastos, canais e cavidades secretoras, além de t...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Veiga, Vitória Floss da [UNESP]
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2021
País:Brasil
Institución:Universidade Estadual Paulista (UNESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unesp.br:11449/210924
Acceso en línea:http://hdl.handle.net/11449/210924
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Cera epicuticular
Estômatos
Idioblasto de mucilagem
Superfície foliar
Tricoma glandular
Tricoma não-glandular
Epicuticular wax
Stomata
Mucilage idioblasts
Leaf surface
Glandular trichome
Non-glandular trichome
Descripción
Sumario:Nissolia Jacq., alocado no clado Adesmia (Leguminosae: Papilionoidae: Dalbergieae) é composto por 29 espécies distribuídas nas Américas e seu centro de distribuição é o México. A diversidade de estruturas secretoras, tais como epiderme glandular, idioblastos, canais e cavidades secretoras, além de tricomas glandulares é reportada nos gêneros que integram o clado Adesmia e a importância da combinação de caracteres da micromorfologia de superfície e da anatomia foliar como fontes adicionais em estudos taxonômicos tem sido ressaltado em Leguminosae. Neste sentido, foram analisadas a micromorfologia de superfície e a anatomia foliolar de representantes de Nissolia, a fim de reconhecer potenciais caracteres anatômicos úteis para taxonomia, corroborando na identificação dos táxons do gênero, além de apontar características associadas com o ambiente de ocorrência dos táxons. Adicionalmente, análises fenéticas (UPGMA e PCA) foram utilizadas para verificar padrões de variação anatomica dentre os táxons estudados. Para isso, amostras obtidas de exsicatas provenientes de coleções brasileiras e herbários estrangeiros foram processadas seguindo métodos usuais em microscopia de luz e eletrônica de varredura. Caraterísticas das superfícies foliolares como ceras epicuticulares em forma de placas, cutícula estriada, tricomas glandulares peltados, tricomas não-glandulares simples e estômatos com borda estomática espessa e elevada sobre a fenda estomática foram comuns a todos os táxons estudados. Do rol de 24 táxons estudados, 23 apresentaram folhas dorsiventrais, com um táxon isofacial; 17 foram hipoestomáticos e oito anfiestomáticos. Nervura principal proeminente na face dorsal, estômatos com cristas estomáticas e câmaras supra e subestomática desenvolvidas, epiderme unisseriada, células da epiderme bi-compartimentada e com idioblastos secretores de mucilagem; feixes vasculares colaterais e com extensão de bainha parenquimática em direção à superfície adaxial ou ambas às superfícies foliolares. Os idioblastos ocorreram em ambas as superfícies foliares, contudo foram mais abundantes na superfície adaxial, onde são mais volumosos, com paredes primárias espessas e formato variando de oval a cônico. As análises de agrupamento (UPGMA e PCA) efetuadas com base dos caracteres micromorfológicos e anatômicos, evidenciaram que as espécies de Nissolia se enquadram em dois grandes grupos e em cada um destes grupos mais dois agrupamentos foram estabelecidos. Caracteres úteis para delimitação desses grupos, foram número de camadas do parênquima paliçadico, posição dos tricomas e idioblastos na face abaxial. Em conclusão, alguns dos caracteres anatômicos da folha, por exemplo, tricomas nãoglandulares, estômatos com anel periestomático, celulas epidérmicas papiliformes e idioblastos secretores de mucilagem, constituem características principais para o agrupamento das espécies, enquanto a presença de ceras em placas, tricomas glandulares, cristais prismáticos de 12 oxalato de cálcio e extensão da bainha do feixe podem ser usados para delimitar táxons dentro do gênero