Os (des)caminhos da nação: um estudo comparado do espaço em Terra sonâmbula e Mãe, materno mar

Nesta tese de doutorado, são analisados comparativamente dois romances, Terra sonâmbula do autor moçambicano Mia Couto e Mãe, Materno Mar do angolano Boaventura Cardoso. A abordagem incide no espaço por ser considerado categoria fulcral de ambas as narrativas, sendo estabelecidas as relações entre o...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Micheletti, Everton Fernando
Tipo de documento: tese
Estado:Versão publicada
Data de publicação:2016
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositório:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:português
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-02122016-123923
Acesso em linha:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8156/tde-02122016-123923/
Access Level:Acceso aberto
Palavra-chave:Angolan novel
Boaventura Cardoso
Espaço
Mia Couto
Mozambican novel
Romance angolano
Romance moçambicano
Space
Descrição
Resumo:Nesta tese de doutorado, são analisados comparativamente dois romances, Terra sonâmbula do autor moçambicano Mia Couto e Mãe, Materno Mar do angolano Boaventura Cardoso. A abordagem incide no espaço por ser considerado categoria fulcral de ambas as narrativas, sendo estabelecidas as relações entre os elementos internos e externos dos textos quanto ao tema da nação. Os principais espaços da análise são a estrada, a terra e o mar, destacando-se a questão da transitividade dos veículos, ônibus e trem, sendo formulada a hipótese de que tal problema constitui-se, muitas vezes, como discurso metafórico para a situação de Angola e Moçambique no período posterior à Independência. Trata-se, portanto, de um estudo comparativo que tem como fundamentação teórica e crítica um conjunto de autores de áreas diversas, estabelecendo-se um diálogo entre literatura, geografia, história e religião. A análise e comparação apontou para a prevalência de dualidades, contrapontos e ambivalências de diversos motivos que se relacionam ao espaço, tais como: imobilidade/movimento, vontade/destino, vida/morte, luz/sombra, tradição/modernidade, realidade/imaginação, religião/política. Como a ambivalência caracteriza-se, geralmente, por um lado negativo e outro positivo, subentende-se que do caos enfrentado no espaço se pode passar à ordem, à harmonia. Assim, como a estrada projeta um futuro, fazendo-se na terra e terminando no mar com seus atributos maternais, considera-se possível entender os finais abertos dos romances como formas de esperança, indicando a possibilidade de um renascimento individual e da nação.