A construção do(s) arrivismo(s) em Balzac e Alencar

A dissertação Construção do(s) arrivismo(s) traz a análise de dois personagens de obras centrais das literaturas francesa e brasileira: Fernando Seixas, presente em Senhora (1875), de José de Alencar (1829-1877) e Eugène de Rastignac, protagonista Le Père Goriot (1834) de Honoré de Balzac (1799-1850...

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Detalles Bibliográficos
Autor: Coelho, Fabiana Garcia
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2012
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-13092012-114734
Acceso en línea:http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8146/tde-13092012-114734/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Alencar
Arrivism
Arrivismo
Balzac
Comparative literature
Literatura comparada
Realism
Realismo
Romanticism
Romantismo
Descripción
Sumario:A dissertação Construção do(s) arrivismo(s) traz a análise de dois personagens de obras centrais das literaturas francesa e brasileira: Fernando Seixas, presente em Senhora (1875), de José de Alencar (1829-1877) e Eugène de Rastignac, protagonista Le Père Goriot (1834) de Honoré de Balzac (1799-1850). Honoré de Balzac, autor da Comédia Humana, pretendeu mostrar em sua ficção a diversidade de tipos humanos de forma a dialogar com a História da França, recém Restaurada após 1789 e o período napoleônico. Assim, ler a produção balzaquiana possibilitaria a compreensão de uma sociedade em profundas mudanças, onde o capitalismo dita as regras e onde o romance fixa-se como mercadoria e modelo literário de apreciação artística. Em terras tropicais, José de Alencar atinge em Senhora sua maturidade como escritor, antecipando em vários aspectos o surgimento de Machado de Assis. Dessa forma, a leitura de sua obra nos dá pistas sobre a formação da literatura brasileira e sobre a sociedade de sua época, aquela do Segundo Império, onde a escravidão ainda é vigente e vive-se na capital Rio de Janeiro uma espécie de desejada mímesis do que era Paris, seus salões e suas modas. O arrivismo, modo de ascensão social pouco ou nada escrupuloso, é o traço comum encontrado em Seixas e Rastignac. Através do cotejamento de trechos dos dois romances, analisaremos a construção das personagens, bem como a teoria do arrivismo de seus autores.