Desenvolvimento de hidrogel de pectina contendo nanocápsulas poliméricas de imiquimode visando ao tratamento do melanoma
O melanoma é um tipo de câncer de pele que, apesar de apresentar baixas taxas de incidência, é altamente agressivo e letal devido ao seu potencial metastático. Estudos da literatura têm indicado o imiquimode, um imunomodulador de uso tópico, como um candidato eficaz para o tratamento do melanoma. No...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/222764 |
| Acesso em linha: | http://hdl.handle.net/10183/222764 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Nanocápsulas Imiquimode Melanoma Pectina Polymeric nanocapsules Imiquimod Pectin |
| Resumo: | O melanoma é um tipo de câncer de pele que, apesar de apresentar baixas taxas de incidência, é altamente agressivo e letal devido ao seu potencial metastático. Estudos da literatura têm indicado o imiquimode, um imunomodulador de uso tópico, como um candidato eficaz para o tratamento do melanoma. No entanto, o uso deste fármaco está relacionado com o aparecimento de efeitos adversos intensos, como: coceira, irritação, dor, vermelhidão e edema. Além disso, uma limitação que o uso de formulações tópicas pode apresentar é a baixa (ou insuficiente) penetração do ativo na pele. Neste sentido, este trabalho teve o objetivo de desenvolver e avaliar o desempenho de uma formulação inovadora que associa imiquimode, nanocápsulas poliméricas e pectina, como uma nova abordagem para o tratamento do melanoma. As nanocápsulas poliméricas foram utilizadas como estratégia para potencializar a ação do fármaco e controlar sua liberação, e a pectina foi empregada para a produção de um veículo semissólido (hidrogel) capaz de modular a penetração do imiquimode na pele. A suspensão de nanocápsulas poliméricas contendo imiquimode (NCimiq) foi capaz de diminuir a viabilidade celular (linhagem tumoral SK-MEL-28) de forma tempo-dependente (79% de células viáveis em 24 h e 55% em 72 h), o que não foi observado nas células tratadas com a solução do fármaco (Imiq) (99% em 24 h e 91% em 72 h). O estudo de liberação in vitro mostrou que 63% de fármaco foi liberado a partir do hidrogel de pectina contendo Imiq (PEC-imiq) em 2 horas. Em comparação, 60% de fármaco foi liberado a partir do hidrogel de pectina contendo NCimiq (PEC-NCimiq) em 8 horas. O estudo de permeação in vitro mostrou que 2,5 μg de imiquimode permeou a pele após 8 horas de contato quando PEC-NCimiq foi aplicado, enquanto que apenas 2,1 μg de imiquimode permeou a pele após 12 horas de contato quando PEC-imiq foi aplicado. Os hidrogéis de pectina possibilitaram a penetração do fármaco em todas as camadas da pele, principalmente na derme (PEC-NCimiq = 6,8 μg e PEC-imiq = 4,3 μg). Esses resultados demonstraram que a nanoencapsulação do imiquimode proporcionou maior efeito citotóxico do fármaco frente à linhagem de células de melanoma testada, e a incorporação do imiquimode nanoencapsulado em um veículo a base de pectina proporcionou maior permeação do fármaco através da pele. Em paralelo com a realização da parte experimental desta pesquisa, a revisão da literatura sobre dois temas centrais deste projeto foi realizada: o uso da pectina em aplicações farmacêuticas e o uso de nanopartículas como sistemas carreadores de fármacos. Esta revisão da literatura resultou em um artigo publicado na forma de short communication e três capítulos de livro, os quais fazem parte do corpo desta dissertação e foram essenciais para a interpretação e discussão dos resultados experimentais obtidos. |
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