\"Não diga que é pela pátria!\": cartas da resistência

\"Sag nicht, das ist für\'s Vaterland\" (\"Não diga que é pela pátria\") foi o que pediu Sophie Scholl a seu namorado Fritz Hartnagel em uma carta escrita poucos dias após o início da Segunda Guerra Mundial. Fritz era oficial da Wehrmacht e já estava com suas tropas no front...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Schäfer, Anna Carolina
Tipo de recurso: tesis doctoral
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Institución:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-20122024-105900
Acceso en línea:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8144/tde-20122024-105900/
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Edição de cartas
German resistance
Hybrid translation
Letter edition
Resistência alemã
Tradução híbrida
Descripción
Sumario:\"Sag nicht, das ist für\'s Vaterland\" (\"Não diga que é pela pátria\") foi o que pediu Sophie Scholl a seu namorado Fritz Hartnagel em uma carta escrita poucos dias após o início da Segunda Guerra Mundial. Fritz era oficial da Wehrmacht e já estava com suas tropas no front quando recebeu a carta, na qual Sophie o questionava duramente sobre o sentido da guerra recém-iniciada por Hitler. O presente trabalho teve por objetivo produzir uma antologia comentada bilíngue (alemão-português) de cartas como essa, escritas por pessoas que atuaram na resistência alemã ao Nacional-Socialismo junto a três grupos específicos: A Rosa Branca (Die Weiße Rose), Círculo de Kreisau (Kreisauer Kreis) e Orquestra Vermelha (Rote Kapelle). Pretendemos construir, através da seleção e tradução das cartas, um panorama da resistência alemã com destaque para as experiências individuais. Os pressupostos teóricos que nortearam o processo de tradução constituem-se de recortes de diferentes áreas de estudo, como História, Estudos da Tradução, Linguística Textual e Epistolografia. Nossa antologia bilíngue, composta por 50 cartas, é o produto final de um processo tradutório híbrido, que mistura elementos da tradução documental e da tradução instrumental, de estrangeirização e domesticação, e com mais liberdades do que o comum. Nele, o tradutor assume concomitantemente algumas das funções que originalmente caberiam a editores, ao selecionar ele próprio os textos que comporão a edição de cartas, e a historiadores, ao contextualizar, a partir de uma pesquisa histórica e documental minuciosa, esses textos em relação à conjuntura histórica em que foram produzidos