Formação e inserção profissional de enfermeiras obstétricas egressas de um curso de residência
A qualificação profissional adquirida por meio da residência em enfermagem obstétrica é considerada uma formação diferenciada. É apropriado que o egresso desse curso seja capaz de assumir responsabilidades e atue na tomada de decisões, sendo capaz de oferecer uma assistência humanizada e qualificada...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-23032020-162440 |
| Acceso en línea: | http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-23032020-162440/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Educação em enfermagem Enfermagem Enfermagem obstétrica Nursing Nursing education Obstetric nursing Obstetrícia Obstetrics |
| Sumario: | A qualificação profissional adquirida por meio da residência em enfermagem obstétrica é considerada uma formação diferenciada. É apropriado que o egresso desse curso seja capaz de assumir responsabilidades e atue na tomada de decisões, sendo capaz de oferecer uma assistência humanizada e qualificada nas mais diversas situações que envolvem a atenção à mulher e ao recém-nascido. Estudo qualitativo que objetivou analisar a formação e inserção profissional de enfermeiras egressas de um curso de Residência em Enfermagem Obstétrica, na perspectiva de fortalecimento da atenção qualificada ao parto e nascimento. Para alcançar esse objetivo, optou-se por utilizar o Interacionismo Simbólico (IS) e a Teoria Fundamentada nos Dados (TFD) como referencial teórico e metodológico. A população foi constituída por 12 enfermeiras egressas do curso certificadas entre 2015 a 2017. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevista que contou com instrumento próprio, semiestruturado, a fim de caracterizar as participantes, o qual contou também com as questões norteadoras do estudo. A análise dos dados coletados por meio da entrevista estruturada, possibilitou atingir os objetivos propostos no estudo e evidenciou a contribuição da residência na formação, na inserção e na experiência profissional para atuação ao mercado de trabalho. A inserção profissional das egressas foi permeada por suas afinidades pessoais, com destaque para a área de atuação profissional, entre estas, a atenção primária, em maternidades na assistência ao parto, ao nascimento e ao puerpério, no empreendedorismo e na microempresa, com a ênfase no parto domiciliar e na consultoria materno-infantil. O estudo mostrou, ainda, o interesse de parte das egressas pela formação acadêmica stricto sensu após a conclusão do curso. As reflexões acerca da atuação e autonomia profissional da Enfermeira Obstétrica perpassaram pelos entraves entre médico e enfermeira, o reconhecimento profissional e teve predomínio nos aspectos relacionados ao modelo assistencial biomédico. A autonomia profissional das residentes foi relatada como limitada e condicionada às demandas do trabalho médico e ao restrito apoio das preceptoras das unidades hospitalares. Entretanto, o caminho para a autonomia profissional foi evidenciado pelo fato de as egressas se reconhecerem com habilidades, com competência e com coragem para buscar a transformação do modelo de assistência considerado por elas retrógrado. Ao descrever sobre o caminho para a autonomia profissional na residência e a inserção delas ao mercado de trabalho, associamos o residente como o dispositivo central da trajetória nessa modalidade de pós-graduação. |
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