O discurso religioso na construção do ethos discursivo do ex-presidente Bolsonaro no X (Twitter)
O presente estudo se propõe a analisar a construção do ethos discursivo do ex-presidente Jair Bolsonaro em publicações no X (Twitter). Este exame se fundamenta na exploração do emprego do discurso religioso de João 8.32 e visa identificar estratégias discursivas, significados e variações semânticas...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2024 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) |
| Repositorio: | Repositório Institucional da UFPE |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:repositorio.ufpe.br:123456789/56926 |
| Acceso en línea: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/56926 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Análise de discurso Discurso religioso Ethos discursivo Jair Bolsonaro X (Twitter) |
| Sumario: | O presente estudo se propõe a analisar a construção do ethos discursivo do ex-presidente Jair Bolsonaro em publicações no X (Twitter). Este exame se fundamenta na exploração do emprego do discurso religioso de João 8.32 e visa identificar estratégias discursivas, significados e variações semânticas resultantes da sua disseminação naquela rede social. O foco de investigação recai sobre a questão: como o discurso religioso de João 8.32 foi veiculado no X (Twitter), no perfil de Bolsonaro, com a intenção de construir uma projeção etóica que, mediante estratégias de pós-verdade, suscitasse credibilidade? Sob esse viés, delimitamos como objetivo geral examinar a formação do ethos discursivo de Jair Bolsonaro no X (Twitter), fundamentado no emprego do discurso religioso de João 8.32, identificando estratégias, significados e variações resultantes de sua disseminação no ecossistema digital. Como objetivos específicos, elencamos: a) Identificar as estratégias discursivas e argumentativas construídas pelo enunciador para a construção e manutenção dos seus ethé no X (Twitter); b) Apontar as estratégias identificadas nos enunciados relacionadas ao emprego da pós-verdade; c) Interpretar os sentidos atribuídos aos discursos religiosos empregados pelo enunciador, em suas postagens, refletindo sobre a sua imprescindibilidade e o diálogo entre os saberes para a manutenção do ethos de Bolsonaro em suas postagens; e d) Verificar as variações no ethos edificado pelo enunciador, comparando o contexto de criação dos enunciados postados nos tweets e o diálogo com outros discursos. O corpus da pesquisa abarca um conjunto de 17 tweets retirados do X (Twitter), seguindo as diretrizes estabelecidas por Paveau (2021[2017]), no que concerne à análise do discurso digital. A abordagem teórica adotada neste estudo amalgama elementos da análise dialógica do discurso, conforme delineada nos estudos de Bakhtin (1993[1965], 1997[1979], 2010, 2013, 2016) e Volóchinov (2018[1929], 2013[1930]), da análise de discurso francesa, embasada nas obras de Maingueneau (2021; 2008a; 2000) e Charaudeau (2018, 2022), bem como da argumentação no discurso respaldada por Amossy (2008). No contexto das redes sociais e da internet, também incorporamos os aportes teóricos de Recuero (2009), Elm (2008) e Messenberg (2017). No que tange à metodologia, situamos esta pesquisa como um estudo qualitativo (Rohling, 2014; Bauer; Gaskell, 2002; Flick, 2004, 2012; Yin, 2016), de natureza documental (Creswell, 2007; Charaudeau, 2011), fundamentado no método indutivo (Marconi; Lakatos, 2002). A análise do corpus constatou que o enunciador adotou o discurso religioso como uma estratégia discursiva visando melhorar sua projeção etótica no X (Twitter). Isso se deu através da descontextualização e esvaziamento do sentido das referências bíblicas, da confusão entre as verdades fatual e doutrinal e da sustentação de pós-verdades para a manutenção do seu ethos. Além disso, os enunciados se estruturaram mediante forma de linguagem autoritária, com o propósito de transformar as publicações em enunciados que não admitem diálogo, contestação ou discussão. Essa estratégia visou combater seu antiethos, promovendo-se como o único detentor da “verdade”, ao exercer o seu ethos de líder e chefe, muitas vezes, disseminando desinformação. Por fim, Bolsonaro sustentou-se no discurso constituinte religioso para outorgar credibilidade aos seus enunciados. |
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