O Retorno a Freud: Jacques Lacan, um leitor de André Breton?
A pesquisa centra-se nos estudos das relações existentes entre a teoria psicanalítica e o surrealismo de André Breton, na medida em que se debruça sobre a influência de concepções psicanalíticas - como as de inconsciente, associação livre, libido e pulsão - no processo constitutivo de sua experiênci...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis doctoral |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2025 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade de São Paulo (USP) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:teses.usp.br:tde-11092025-101720 |
| Acceso en línea: | https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59142/tde-11092025-101720/ |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | André Breton Automatic writing Escrita automática Jacques Lacan Language Linguagem Surrealism Surrealismo |
| Sumario: | A pesquisa centra-se nos estudos das relações existentes entre a teoria psicanalítica e o surrealismo de André Breton, na medida em que se debruça sobre a influência de concepções psicanalíticas - como as de inconsciente, associação livre, libido e pulsão - no processo constitutivo de sua experiência surrealista de linguagem - a escrita automática. Nesse sentido, concebe o uso bretoniano da linguagem não como representação mimética dos avatares psicanalíticos, e sim como atividade que inaugura - por meio da subversão de conceitos freudianos - relações específicas entre o inconsciente, o descentramento do eu e a linguagem. Apesar das transfigurações da ciência freudiana promovida por esse modelo de linguagem, o estudo hipotetiza que ele se configuraria frutífero, ainda assim, para o campo psicanalítico pós-freudiano, já que supostamente se apresenta - em paralelo à linguística de Saussure, ao estruturalismo de Lévi-Strauss, dentre outras referências - como chave mediadora para a reformulação da psicanálise feita por Lacan no retorno a Freud. Sendo assim, objetiva-se argumentar que tal experiência da linguagem, edificada por André Breton a partir de Freud, contribui para que o psicanalista francês encontre, em conjunto com outras referências epistemológicas, uma \"filosofia da linguagem\" nos processos de subjetivação e, por correlação, uma ontologia sobre o sujeito inexistentes em Freud. A problematização da hipótese e dos objetivos realiza-se, de um lado, a partir da análise de textos de Breton centrados na relação entre linguagem, psicanálise e sujeito - especialmente a narrativa \"Introduction au discours sur le peu de réalité (1925/1992) e textos subjacentes, como \"Il y aura une fois\" (1931/1992a), \"Limmaculée conception\" (1930/1992e) e \"Le revolver à cheveux blancs\" (1932/1992d); de outro lado, empregam-se também trabalhos de Lacan basais para a compreensão do sujeito e da ordem simbólica no retorno a Freud: \"Função e campo da fala e da linguagem em psicanálise\" (1953/1998c); \"Subversão do sujeito e a dialética do desejo no inconsciente freudiano\" (1960/1998f) e \"A instância da letra no inconsciente ou a razão desde Freud\" (1957/1998b). A leitura dessas fontes orienta-se por meio da interpretação filosófica e histórica de sistemas filosóficos, proposta por Victor Goldschmidt, em \"Tempo lógico e tempo histórico na interpretação dos sistemas filosóficos\" (1968). A pesquisa é interdisciplinar, na medida em que contribui para o estudo da interface entre teoria psicanalítica, literatura e reflexão estética. Ao longo de seu desenvolvimento, ela abrange a elaboração de quatro artigos, os quais integram os principais resultados obtidos em torno da problemática que fundamenta a proposta de tese. |
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