Caracterização de novos biomarcadores para as paraparesias espásticas hereditárias : potencial evocado motor e somato-sensitivo
Introdução: As Paraparesias Espásticas Hereditárias (PEH) são um grupo de doenças monogênicas neurodegenerativas que levam à deterioração lenta da locomoção. As escalas clínicas parecem ter baixa sensibilidade na detecção da progressão da doença, tornando a busca por biomarcadores adicionais uma tar...
| Autor: | |
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| Tipo de recurso: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Institución: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/223213 |
| Acceso en línea: | http://hdl.handle.net/10183/223213 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palabra clave: | Paraplegia espástica hereditária Biomarcadores Potencial evocado motor Potenciais evocados Hereditary spastic paraplegia Biomarker Motor evoked potential Somatosensory evoked potentials Evoked potentials |
| Sumario: | Introdução: As Paraparesias Espásticas Hereditárias (PEH) são um grupo de doenças monogênicas neurodegenerativas que levam à deterioração lenta da locomoção. As escalas clínicas parecem ter baixa sensibilidade na detecção da progressão da doença, tornando a busca por biomarcadores adicionais uma tarefa fundamental. Objetivo: avaliar o papel dos potenciais evocados como biomarcadores de doenças nas PEHs. Métodos: foi realizado um estudo caso-controle transversal de centro único, no qual foram avaliados 18 indivíduos com diagnóstico molecular de PEH e 20 controles saudáveis. Os potenciais evocados motores (PEM) obtidos através de estimulação magnética transcraniana e os potenciais evocados somato-sensitivos (PESS) foram avaliados nos membros inferiores (MI) e superiores (MS) em ambos os grupos. Resultados: O tempo central de condução motora nos membros inferiores (TCCM-MI) foi prolongado ou ausente em 100% (18/18) dos indivíduos com PEH, com marcada redução nas amplitudes quando comparado ao grupo controle (p<0,001 para ambas as comparações). O TCCM-MS foi 3,59ms maior (IC 95%: 0,73 a 6,46; p=0,015) e as amplitudes foram reduzidas (p = 0,008) no grupo PEH. As latências do PESS-MI foram prolongadas em indivíduos com PEH quando comparados aos controles (p<0,001), sem diferenças estatisticamente significativas para as latências do PESS-MS (p=0,147). As latências do PESS-MS e PESS-MI apresentaram correlações moderadas a fortes com a idade de início dos sintomas (Rho=0,613; p=0,012) e a duração da doença (Rho=0,835; p<0,001), respectivamente. Resultados semelhantes foram obtidos para os subgrupos de pacientes com SPG4. Conclusão: Os potenciais evocados motores e somato-sensitivos apresentaram validade discriminatória adequada, distinguindo casos e controles. Os PEMs foram gravemente afetados e as latências dos PESS-MI foram prolongadas, com maiores latências sendo relacionadas a doença mais grave. Futuros estudos longitudinais devem avaliar se o TCCM em estágios iniciais da doença e as latências do PESS serão biomarcadores sensíveis para detectar a progressão de doença nas paraparesias espásticas hereditárias. |
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