Onde os grafitos gritam: marcadores sociais da diferença em grafitos de banheiros escolares

Esta pesquisa, baseada em trabalho de campo em uma escola pública de ensino médio da cidade de São Paulo, investiga os grafitos, pixos e mensagens escritas por estudantes nas portas e paredes de banheiros escolares e que são marcados pela espontaneidade e anonimato de quem os escreve ou desenha. Con...

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Detalhes bibliográficos
Autor: Pereira, Sasha Cruz Alves
Formato: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2024
País:Brasil
Recursos:Universidade de São Paulo (USP)
Repositorio:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:teses.usp.br:tde-05122024-123614
Acesso em linha:https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-05122024-123614/
Access Level:acceso abierto
Palavra-chave:Bathroom graffiti
Escola
Gender
Gênero
Grafitos de banheiro
School
Sexualidade
Sexuality
Descrição
Resumo:Esta pesquisa, baseada em trabalho de campo em uma escola pública de ensino médio da cidade de São Paulo, investiga os grafitos, pixos e mensagens escritas por estudantes nas portas e paredes de banheiros escolares e que são marcados pela espontaneidade e anonimato de quem os escreve ou desenha. Contrapondo-me à ideia de que os grafitos de banheiro são apenas expressões de vandalismo ou depredação, busco compreender como produzem, reproduzem e reelaboram imaginários e experiências referentes a gênero, sexualidade, raça e juventude. A partir do referencial teórico voltado à análise de marcadores sociais da diferença, busco trazer a perspectiva de um conjunto de estudantes da escola, que participaram efetivamente na ampliação dos sentidos dos grafitos, revelando modos particulares de engajamento de jovens em suas vivências e posicionamentos existenciais e políticos. Concluo que os grafitos de banheiro se constituem como um meio de aprendizagem que opera por fora do currículo escolar oficial e na contramão dos constrangimentos políticos, de modo a fazer emergir o debate sobre sexualidade e gênero nas escolas