Análise epidemiológica de Babesia vogeli e Ehrlichia canis em cães de área rural no estado do Rio de Janeiro

O objetivo da presente pesquisa foi realizar uma análise epidemiológica a partir da detecção de Babesia vogeli e Ehrlichia canis através da técnica de PCR em tempo real (qPCR) em amostras de sangue de cães domiciliados em sete municípios situados no estado do Rio de Janeiro. O estudo observacional t...

Full description

Bibliographic Details
Author: Elias, Rafaela Souza Abdo
Format: master thesis
Status:Published version
Publication Date:2023
Country:Brasil
Institution:Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)
Repository:Repositório Institucional da UFRRJ
Language:Portuguese
OAI Identifier:oai:rima.ufrrj.br:20.500.14407/22228
Online Access:https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/22228
Access Level:Open access
Keyword:Parasitologia
cão
epidemiologia
qPCR
área rural
Babesia vogeli
Ehrlichia canis
dog
epidemiology
rural area
Description
Summary:O objetivo da presente pesquisa foi realizar uma análise epidemiológica a partir da detecção de Babesia vogeli e Ehrlichia canis através da técnica de PCR em tempo real (qPCR) em amostras de sangue de cães domiciliados em sete municípios situados no estado do Rio de Janeiro. O estudo observacional transversal foi realizado para verificar a associação de fatores ambientais e do hospedeiro com a presença de DNA de B. vogeli e E. canis no sangue de cães provenientes dessas regiões, através de testes estatísticos como análise bivariada (Teste exato de Fisher) e analise multivariada com a construção de modelos preditivos para as infecções por B. vogeli e E. canis. Foram coletadas um total de 384 amostras de sangue de cães provenientes dos municípios de Seropédica, Paracambi, Piraí, Barra do Piraí, Barra Mansa, Pinheiral e Vassouras, localizados no estado do Rio de Janeiro. A partir da coleta de sangue, o material genético foi extraído e submetido à detecção de fragmentos específicos dos genes Heat shock protein 70 kDa (hsp 70) de Babesia vogeli e da subunidade ribossomal (16S rDNA) de E. canis, respectivamente, através da aplicação da técnica de qPCR. Um questionário epidemiológico foi elaborado e aplicado aos responsáveis dos cães, abordando fatores ambientais e características relacionadas ao hospedeiro que pudessem estar associados à ocorrência da infecção por B. vogeli e E. canis. Dentre os treze animais em que B. vogeli foi detectado, 5% (n = 2/40) pertenciam a Barra do Piraí, 5,27% (n=2/38) pertenciam a Barra Mansa, 10% (n=1/10) pertenciam a Paracambi, 3,77% (n=2/53) pertenciam a Piraí, 12% (n=3/25) pertenciam a Vassouras, 12,5% (n=1/8) pertenciam a Pinheiral e 16,6% (n=2/12) pertenciam a Seropédica. Enquanto dos 20 animais em que E. canis foi detectado, 5% (n=2/40) pertenciam a Barra do Piraí, 7,90% (n=3/38) pertenciam a Barra Mansa, 10% (n=1/10) pertenciam a Paracambi, 15,09% (n=8/53) pertenciam a Piraí, 8% (n=2/25) pertenciam a Vassouras, 25% (n=2/8) pertenciam a Pinheiral e 16,6% (n=2/12) pertenciam a Seropédica. Após a análise bivariada, observou-se que não houve associação das variáveis (p> 0.05) estudadas com a detecção de B. vogeli e E. canis em cães de áreas rurais no estado do Rio de Janeiro. Contudo, a regressão logística demonstrou que cães que residem no mesmo ambiente apresentam três vezes mais chances de se infectarem com E. canis (OR = 3,52; IC 1.21 – 10.24; p = 0.02). A análise epidemiológica constatou que a presença de mais de um cão por propriedade é um fator relevante à infecção por E. canis na área alvo deste trabalho.