Sobrevida e fatores prognósticos em pacientes com adenocarcinoma primário de reto
O câncer colorretal é a terceira neoplasia mais freqüente no mundo ocidental. No reto encontram-se 30 a 57% dos casos, sendo 80% destes passíveis de alcançar pelo exame digital do reto. Apesar de inúmeros avanços diagnósticos e terapêuticos, ainda são detectados tardiamente. A sobrevida em 5 anos ma...
| Autor: | |
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| Formato: | tesis de maestría |
| Estado: | Versión publicada |
| Fecha de publicación: | 2000 |
| País: | Brasil |
| Recursos: | Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) |
| Repositorio: | Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UFRGS |
| Idioma: | portugués |
| OAI Identifier: | oai:www.lume.ufrgs.br:10183/11367 |
| Acesso em linha: | http://hdl.handle.net/10183/11367 |
| Access Level: | acceso abierto |
| Palavra-chave: | Adenocarcinoma Neoplasias retais Prognóstico Rectal adenocarcinoma Prognostic factors Survival Recurrence Miles operation Low anterior resection Peritoneal reflection Histopathological staging |
| Resumo: | O câncer colorretal é a terceira neoplasia mais freqüente no mundo ocidental. No reto encontram-se 30 a 57% dos casos, sendo 80% destes passíveis de alcançar pelo exame digital do reto. Apesar de inúmeros avanços diagnósticos e terapêuticos, ainda são detectados tardiamente. A sobrevida em 5 anos mantém-se em torno de 50%, e os aspectos clínicopatológicos são os critérios prognósticos disponíveis. O presente estudo objetiva avaliar a sobrevida e os fatores clínico-patológicos relacionados aos tumores de reto em nosso meio. Os prontuários de 112 pacientes com adenocarcinoma primário e único de reto submetidos a cirurgia eletiva, num período de 7 anos (1988 a 1995), foram revisados retrospectivamente quanto a: idade, sexo, CEA pré-operatório, tipo e curabilidade da cirurgia, recidiva, seguimento, sobrevida e histopatologia do tumor. Para análise da sobrevida utilizou-se o método de Kaplan-Meyer. Nas análises bivariada e estratificada, um valor de P <0,05 foi considerado significativo. O coeficiente de correlação de Kendall foi utilizado para comparação dos sistemas de estadiamento. No modelo multivariado, utilizou-se um IC de 90%. A média de idade foi de 62,03±14,37 anos, com 52% dos casos do sexo feminino.Sessenta e dois por cento dos tumores encontravam-se no reto distal. Foram submetidos a amputação do reto 56,3% dos casos, e os demais, a retossigmoidectomia, sendo 25 procedimentos não-curativos. Sessenta e quatro pacientes (57%) apresentaram recidiva tumoral (14,3% locorregional, 32,1% à distância, e 10,7% ambas). Quarenta e cinco pacientes (40%) faleceram da neoplasia. O tempo mediano de seguimento foi de 35,27 meses (14,5 – 57,63). A sobrevida em 5 anos foi de 51%, tendo reduzido proporcionalmente ao avanço dos estágios histopatológicos da doença (P<0,001). O sistema de estadiamento de Dukes/Astler- Coller se correlacionou significativamente com o sistema TNM (τ=0,91). O adenocarcinoma 6 moderadamente diferenciado foi o mais freqüente (73,2%). A maioria dos tumores (68,2%) estendia-se até os tecidos perirretais; apenas 3,8% eram restritos à mucosa. Sessenta e sete pacientes tinham linfonodos positivos (29,4%, N1; e 30,3%, N2). Na classificação de Dukes/Astler-Coller, 14 eram estágio D; 55, C1 e C2; 15, B2; e 28, B1 e A. A localização do tumor no reto médio ou distal não influenciou a ocorrência dos óbitos, as recidivas, nem a curabilidade da cirurgia. Os tumores menos diferenciados (P=0,009), com maior penetração na parede (P=0,013), com envolvimento linfonodal (N2>N1, P<0,001), com cirurgia nãocurativa (P=0,002) e os que apresentaram recidiva (P<0,001) influenciaram significativamente a mortalidade. A classificação de Dukes/Astler-Coller e a diferenciação tumoral (P=0,089) foram fatores prognósticos independentes, bem como a penetração do tumor na parede retal (P=0,091) e o comprometimento linfonodal (P<0,001), quando excluída a classificação histopatológica. Os achados deste estudo estão de acordo com a literatura. Além da diferenciação tumoral, os fatores prognósticos identificados correspondem aos níveis de classificação dos sistemas de estadiamento vigentes, concordando com a observação de que estes ainda são os critérios prognósticos disponíveis. Este relato corrobora a predominância dos tumores em estágios avançados ao diagnóstico e a ausência de valor prognóstico da localização do tumor no reto. |
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