Participação do fenômeno de dependência de estado nos efeitos cognitivos de diferentes drogas com potencial de abuso

A dependência química pode ser entendida como uma usurpação/subversão patológica dos mecanismos de aprendizado e memória que, sob circunstâncias normais, modulam os comportamentos de sobrevivência relacionados à busca de recompensas e às pistas que as predizem. Nesse aspecto, os processos cognitivos...

Descripción completa

Detalles Bibliográficos
Autor: Sanday, Leandro [UNIFESP]
Tipo de recurso: tesis de maestría
Estado:Versión publicada
Fecha de publicación:2011
País:Brasil
Institución:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Repositorio:Repositório Institucional da UNIFESP
Idioma:portugués
OAI Identifier:oai:repositorio.unifesp.br:11600/9913
Acceso en línea:http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/9913
Access Level:acceso abierto
Palabra clave:Cognição
Transtornos relacionados ao uso de substâncias
Transtornos da memória
Drogas ilícitas
Camundongos
Descripción
Sumario:A dependência química pode ser entendida como uma usurpação/subversão patológica dos mecanismos de aprendizado e memória que, sob circunstâncias normais, modulam os comportamentos de sobrevivência relacionados à busca de recompensas e às pistas que as predizem. Nesse aspecto, os processos cognitivos reforçariam o impacto motivacional dos estímulos associados às drogas de abuso. De fato, tem sido sugerido que os mecanismos neuronais que subsidiam os processos de aprendizado e memória são também componentes centrais do circuito clássico de recompensa que medeia a dependência química. Paralelamente, há um número considerável de evidências que sugerem que a evocação de uma informação aprendida pode necessitar que o organismo esteja em um estado similar àquele em que a informação foi inicialmente adquirida. Esse fenômeno, denominado dependência de estado, tem sido demonstrado após a administração de diferentes drogas psicoativas. Dessa forma, tal processo tem sido proposto com um mecanismo potencialmente relacionado aos processos psicofisiológicos e patológicos subjacentes à dependência química. Nesse contexto, o objetivo do presente trabalho foi verificar a influência da dependência de estado nos efeitos cognitivos promovidos pela administração aguda de etanol, anfetamina, cafeína e midazolam. Nossos resultados sugerem que os déficits cognitivos promovidos por essas drogas de abuso são criticamente dependentes de estado. Corroborando, pois, com a noção de que o fenômeno de dependência de estado possa contribuir para o desenvolvimento da dependência química.